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Os recados das midterms para o governo Trump nos EUA

O avanço democrata nas eleições de meio de mandato desta terça-feira (3) expôs o desgaste do presidente Donald Trump após menos de dois anos de seu retorno à Casa Branca. A conquista da maioria na Câmara e no Senado, com vitórias inclusive em estados tradicionalmente republicanos, revela a insatisfação de eleitores com o custo de vida e os efeitos das decisões de política externa, especialmente a guerra contra o Irã. O resultado também coloca em xeque a força da coalizão que levou Trump à Presidência em 2024 e antecipa desafios para o futuro do movimento MAGA (Make America Great Again) e a sucessão republicana de 2028.

Trump disse que aceitará os resultados das midterms e procurou se distanciar do mau desempenho republicano, afirmando que seu nome “não estava na cédula de votação”. “Se estivesse, teríamos vencido de lavada!”, escreveu na Truth Social. Posteriormente, ele admitiu que a guerra contra o Irã teve impacto na derrota eleitoral de seu partido.

Alguns republicanos, porém, já estão responsabilizando Trump pelo desastre. Bobby Charles, candidato republicano ao governo do Maine, disse ao portal de notícias Politico que, apesar da derrota, ele está otimista quanto ao futuro, “porque Trump não estará mais no cargo em dois anos”.

Enquanto republicanos procuram identificar os responsáveis pela derrota, analistas políticos ouvidos pela Gazeta do Povo observam que o resultado das urnas oferece um diagnóstico mais amplo sobre o governo Trump, com alguns recados que ajudam a explicar o revés e apontam os desafios do presidente – e do partido – até o fim do mandato.