
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) disse nesta quarta-feira (2) que o regime da Rússia está “cada vez mais imprudente” em suas ações contra países europeus. A declaração foi feita pelo secretário-geral da aliança, Mark Rutte, após o governo da Alemanha atribuir a Moscou o ataque com drones contra o aeroporto de Leipzig.
Segundo Rutte, a Europa tem registrado um aumento de drones e mísseis entrando em seu espaço aéreo, além de ações direcionadas contra alvos em território europeu. Entre os exemplos citados por ele estão incêndios provocados em fábricas que produzem equipamentos de defesa para a Ucrânia e o ataque em Leipzig.
“Os perigos que a Rússia representa são evidentes”, afirmou o secretário-geral da Otan, de acordo com o jornal espanhol El Debate. Rutte disse ainda que os aliados estão trabalhando para garantir a proteção da população europeia e afirmou que Moscou não conseguirá dividir os países da aliança nem reduzir o apoio à Ucrânia.
A fala ocorreu durante um encontro com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Na ocasião, os dois se comprometeram a aumentar a pressão sobre a Rússia diante do crescimento das ações atribuídas ao regime de Vladimir Putin em território europeu.
Von der Leyen afirmou que os episódios registrados nas últimas semanas estão se tornando uma “nova normalidade” e defendeu uma resposta mais rápida e eficiente dos países europeus.
Segundo a presidente da Comissão Europeia, a União Europeia precisa tratar infraestruturas consideradas essenciais no dia a dia, como instalações de energia e outros serviços estratégicos, como potenciais alvos da Rússia.
Ela também afirmou que o bloco apoiará qualquer Estado-membro que seja alvo de ações russas e destacou que a União Europeia já possui equipes de resposta rápida capazes de atuar diante desse tipo de ameaça dentro e fora do território europeu.
O aumento do alerta ocorre após a Alemanha confirmar que o episódio registrado no aeroporto de Leipzig foi tratado como um ataque atribuído à Rússia. O caso reforçou as preocupações de governos europeus com operações híbridas, sabotagens e outras ações da Rússia que não envolvem necessariamente um ataque militar convencional, mas podem atingir infraestruturas e instalações estratégicas.
Autor: Gazeta do Povo








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