sábado, agosto 8, 2026
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Paraná, tri-campeão do Ideb, ignora cartilha dos sindicalistas

Enquanto sindicatos denunciavam desmonte, militarização e privatização da educação, o Paraná ignorou o discurso esquerdista e disparou na liderança do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em 2025, alcançando o feito inédito do topo do ranking nas três etapas avaliadas – Ensino Médio, Anos Iniciais e Anos finais do Ensino Fundamental.

Os sindicalistas atacavam, em particular, o fato de 16% das duas mil escolas da rede pública terem adotado o modelo cívico-militar, iniciado nacionalmente no governo Bolsonaro e abandonado no terceiro mandato de Lula da Silva. Para os críticos, o programa iria instalar uma ideologia autoritária antidemocrática no ambiente de ensino. No entanto, o Paraná decidiu seguir com seu próprio projeto cívico-militar, chegando a 345 escolas com este perfil, que só é implementado após consulta por voto à comunidade. Atualmente, há 11 mil estudantes na fila por uma vaga nesses colégios paranaenses, que obtêm aprovação de 90% entre pais e professores.

Como regra geral, os colégios cívico-militares alcançam nota melhor do que as escolas convencionais nos exames de avaliação de desempenho dos alunos. Mesmo assim, a legalidade do programa paranaense é questionada no Supremo Tribunal Federal pelo PT, PCdoB e pelo PSOL, em uma ação que alega que o modelo impõe militarização precoce aos estudantes.

Sindicatos reclamam da “intensificação do trabalho” nos colégios paranaenses

Os sindicalistas inconformados com o modelo de educação que não despreza resultados e mérito, acusaram o governo de transformar a escola em um espaço de desempenho e controle. Dizem que há cobrança de metas inatingíveis, vigilância via plataformas, perda de autonomia dos professores, assédio moral e intensificação do trabalho. Sim, eles reclamam do trabalho mais intenso.