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Pele seca no inverno: dermatologistas dão dicas – 06/07/2026 – Equilíbrio

Com a chegada do inverno, a nossa pele tende a ficar opaca, seca e pode até rachar. O frio não é o único culpado: uma combinação de fatores ajudam a explicar essa perda repentina de brilho.

A mudança do clima deixa o ar mais seco, o que aumenta a perda de água da pele. A especialista em dermatocosmética Fernanda Chauvin explica que a camada mais superficial, chamada de estrato córneo, conta com uma proteção natural de água e óleo. Quando a umidade cai, ela “puxa” essa água, diz.

A consequência é a aparência acizentada e áspera. O frio e o vento também pioram a função da barreira da pele. “O impacto direto favorece a microinflamação e a descamação fina, o que reduz o brilho natural”, afirma Glauce Eiko, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD).

Hábitos que adotamos nessa época do ano também influenciam. Os banhos mais quentes e longos ajudam a remover parte da hidratação natural da pele, o que diminui a capacidade de reter água. Isso pode evoluir para fissuras e rachaduras, diz Eiko.

Usar aquecedores reduz ainda mais a umidade do ambiente, o que reforça o ressecamento, ela completa.

Também bebemos menos água. Quando ingerimos menos líquidos, o corpo entra em modo de alerta e passa a racionar esse recurso para os órgãos vitais. Sem abastecer o reservatório da derme, a taxa de renovação celular cai e resulta numa pele opaca e ressecada. É o que explica Ligia Novais, dermatologista especialista pela SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia).

Como consequência, fazemos menos xixi. Há então uma menor regulação de toxinas, o que aumenta a inflamação cutânea. “Parecem hábitos simples, porém, nosso corpo é um sistema único e a pele é a primeira a mostrar os efeitos das mudanças”, afirma Novais.

As áreas mais propensas a sofrer com o ressecamento são as mãos e os lábios. Além deles, os cotovelos, joelhos, canelas e calcanhares sofrem porque quase não possuem glândulas sebáceas e têm uma tendência natural ao espessamento da epiderme. Por isso, ficam esbranquiçadas, explica a dermatologista da SBD.

As dicas para recuperar o viço da pele começam debaixo do chuveiro. As especialistas indicam tomar banhos mornos e rápidos, pois a água muito quente aumenta a desidratação. Evite se esfregar com bucha e sabonetes mais “detergentes”, diz Eiko. “No inverno, a pele precisa de nutrição, proteção contra a poluição e hidratação”, resume Novais.

Na hora de escolher qual produto usar, as dermatologistas sugerem buscar ativos eficientes para segurar a hidratação por mais tempo. Entre os ingredientes para ficar de olho estão ceramidas, vaselina, glicerina, ácido hialurônico, pantenol, ureia, dimeticona, óleos minerais, ácidos graxos, esqualano e triglicerídeos.

Eiko recomenda passar o hidratante logo após sair do banho, com a pele ainda levemente úmida. Ela indica ainda optar por hidratantes em creme ou unguentos. Para as rachaduras, prefira as pomadas.

A hidratação também precisa ser interna, reforçam as especialistas. Por isso, é importante beber água.

A rotina de skincare deve ser adaptada em dias frios. “Este é o momento de buscar uma limpeza mais suave e até com potencial hidratante para colaborar com o equilíbrio cutâneo”, diz Chauvin. Evite produtos com fragâncias e esfoliantes fortes.

O uso de protetor solar continua indispensável, as dermatologistas alertam. Mesmo no inverno, a radiação solar continua nos atingindo.

Autor: Folha

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