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Peste na Rússia: OMS diz não ser capaz de avaliar risco – 08/10/2026 – Equilíbrio e Saúde

A OMS (Organização Mundial da Saúde) afirmou na quarta-feira (7) não ser capaz de avaliar de forma integral a situação envolvendo a morte de uma funcionária de laboratório na Rússia, que, segundo relatos na imprensa russa, teria sido provocada pela peste pneumônica.

“Ainda não temos um quadro completo desse evento e não somos capazes de realizar uma avaliação integral do risco”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Já o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, minimizou os relatos, classificando-os como informações falsas e afirmando que apenas os comunicados oficiais das autoridades russas são confiáveis.

A peste pneumônica é uma infecção bacteriana altamente contagiosa que afeta os pulmões e pode ser transmitida de pessoa para pessoa pelo ar, por exemplo por meio da tosse.

O caso envolve uma técnica de laboratório de 28 anos, empregada em um instituto de pesquisa sobre a peste na região de Irkutsk, na Sibéria, que teria morrido em decorrência da doença. Uma tese corrente é que ela poderia ter sido infectada após o rompimento de um tubo de ensaio.

EUA atrás de informações

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que tinha uma ligação telefônica planejada com o presidente russo, Vladimir Putin, para tratar do caso. Mas Peskov disse não haver acordo sobre a realização da chamada.

Segundo o presidente dos EUA, a morte da pesquisadora não parecia estar relacionada a uma arma biológica.

“Vamos descobrir em breve, mas não acreditamos que seja esse o caso”, disse Trump, acrescentando que a Rússia reportara que a situação estava sob controle.

Os EUA também fizeram um pedido formal à Rússia por mais informações sobre o caso, de acordo com a agência de notícias AFP.

Relatos de segundo adoecimento

Segundo o diretor-geral da OMS, a Rússia deveria esclarecer relatos sobre uma “segunda funcionária com pneumonia de causa indeterminada” no instituto. Nesta quinta-feira, o país negou que outra pessoa tenha adoecido.

Enquanto Estados Unidos, União Europeia e OMS pedem transparência sobre o caso, autoridades russas insistem que a população da região não corre riscos.

“Não há riscos epidêmicos para a população”, afirmou a agência de saúde do país, acrescentando que investigações não identificaram “nenhuma situação de emergência.” As medidas preventivas, de acordo com o órgão, foram concluídas para todas as pessoas que tiveram contato com a funcionária que morreu na semana passada.

“Mais de 90% dos contatos concluíram o período de observação médica”, reportou a agência. “Os resultados de quase 5 mil testes laboratoriais não revelaram microrganismos patogênicos perigosos.”

Em resposta, a Mongólia anunciou a implementação de “medidas de vigilância e monitoramento sanitário” na fronteira com a Rússia.

A peste pneumônica é uma forma grave da peste provocada pela bactéria Yersinia pestis. A enfermidade é tratável com antibióticos se diagnosticada precocemente. Mas também pode se desenvolver quando a infecção se espalha para os pulmões.

Autor: Folha

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