A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (29) uma terceira descoberta de petróleo no poço Morpho, localizado na Bacia da Foz do Amazonas, na costa do Amapá. O resultado foi obtido no bloco FZA-M-59, em águas ultraprofundas, a 2.886 metros de profundidade, considerando a distância entre a superfície do mar e o fundo do oceano.
As duas descobertas anteriores no mesmo poço haviam sido comunicadas pela estatal em agosto e no início de outubro deste ano. A sequência de resultados reforça as expectativas da companhia sobre o potencial de exploração de petróleo na chamada Margem Equatorial brasileira.
“Nossa persistência técnica permitiu que fossem realizadas três descobertas no mesmo poço, o que nos deixa ainda mais otimistas em relação ao potencial exploratório da Margem Equatorial”, afirmou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.
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As estimativas apontam que a Bacia da Foz do Amazonas pode concentrar entre 6,2 bilhões e 10 bilhões de barris de óleo equivalente. Considerando toda a Margem Equatorial, o potencial estimado chega a 30 bilhões de barris, volume que coloca a região entre as principais apostas da indústria petrolífera brasileira para ampliar as reservas nacionais.
O interesse na área também está relacionado à necessidade de repor as reservas de petróleo e gás das bacias tradicionais de Campos e Santos. A expectativa do setor é que novas descobertas ajudem a compensar o futuro declínio da produção dessas regiões, especialmente diante da previsão de que o pré-sal atinja seu pico de produção em 2028.
Apesar dos resultados positivos, a descoberta ainda não significa que a Petrobras poderá iniciar imediatamente a produção comercial de petróleo. A confirmação da viabilidade econômica e o desenvolvimento de toda a estrutura necessária podem levar de cinco a sete anos, conforme as estimativas apresentadas para o projeto.
A perfuração do poço Morpho e a coleta de informações sobre as rochas já foram concluídas, permitindo à companhia avançar na avaliação das características geológicas da área.
A próxima etapa será finalizar os trabalhos e realizar o chamado abandono do poço, procedimento técnico que consiste em fechá-lo após o encerramento das atividades de perfuração.
Concluída essa fase, a sonda utilizada na operação será deslocada para a Bacia Potiguar, na costa do Rio Grande do Norte. No local, a Petrobras pretende iniciar a perfuração de outro poço, denominado Mãe de Ouro, dando continuidade à estratégia de buscar novas reservas de petróleo e gás.
Autor: Gazeta do Povo




















