O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou queda de 0,7% em março na comparação com fevereiro, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (18). O recuo atingiu todos os principais setores da economia, com destaque para serviços, que teve a maior retração do período, pontuando uma desaceleração da atividade econômica no país.
O setor de serviços apresentou queda de 0,8% no mês, sendo o pior desempenho entre as áreas analisadas pelo Banco Central. Também recuaram a agropecuária e a indústria, ambas com retração de 0,2%, mostrando perda de ritmo em segmentos considerados estratégicos para o crescimento econômico brasileiro.
Os números representam uma reversão em relação a fevereiro, quando o IBC-Br havia avançado 0,6% na comparação com janeiro. Apesar da queda em março, o indicador ainda acumula alta de 1,3% no trimestre, sinalizando que a economia segue no campo positivo em 2025, embora com menor força.
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Para calcular o resultado mensal, o Banco Central utiliza ajuste sazonal, mecanismo que elimina oscilações típicas de determinados períodos do ano e permite uma comparação mais precisa entre os meses. Sem esse ajuste, o desempenho da economia brasileira ainda mostra crescimento em diferentes recortes.
Na comparação com março do ano passado, o IBC-Br registrou avanço de 3,1%. Já no acumulado de 12 meses, a alta foi de 1,8%, enquanto no ano o indicador soma crescimento de 1,4%, todos sem ajuste sazonal.
O IBC-Br é tratado pelo mercado financeiro como uma espécie de termômetro antecipado do PIB brasileiro. O indicador reúne estimativas de desempenho da agropecuária, da indústria e dos serviços, setores que juntos refletem o ritmo da produção econômica do país.
Além de medir a atividade econômica, o índice também serve de referência para decisões do Banco Central sobre a taxa básica de juros, a Selic. Quando os dados apontam crescimento forte, a tendência é de maior pressão inflacionária, enquanto resultados negativos podem indicar desaceleração da economia e redução do consumo.
O Produto Interno Bruto representa a soma de todos os bens e serviços produzidos pelo país. Na prática, quando o PIB cresce, significa que a economia está produzindo mais, enquanto quedas apontam redução no ritmo econômico e menor movimentação dos setores produtivos.
Para 2026, economistas do mercado financeiro estimam uma alta de 1,85%, segundo dados do Relatório Focus divulgados mais cedo. Se confirmado, será o menor desempenho deste terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nos anos anteriores, o PIB cresceu 2,9% em 2023, 3,4% em 2024 e 2,3% em 2025.
Autor: Gazeta do Povo




















