
O preço do barril de petróleo Brent, referência no mercado internacional, voltou a ultrapassar a barreira de US$ 110 nesta segunda-feira (18), após o presidente americano, Donald Trump, ter ameaçado retomar os ataques ao Irã.
No acumulado no ano, a commodity tem uma variação de preço de 66%, devido ao bloqueio quase total do Estreito de Ormuz pelo regime iraniano. Pela passagem estratégica, cerca de 20% do petróleo mundial transitava antes da guerra.
Em post na plataforma Truth Social no fim de semana, Trump escreveu que “é melhor eles se mexerem, RÁPIDO, ou não sobrará nada deles”, cobrando o regime iraniano para que faça um acordo para encerrar a guerra contra EUA e Israel, iniciada em 28 de fevereiro.
Um cessar-fogo está em vigor desde 7 de abril, mas no início da semana passada Trump disse que a contraproposta que o Irã lhe apresentou para encerrar a guerra é um “lixo” e que a trégua com o regime islâmico está “na UTI”.
Antes dessas declarações, Trump já havia falado várias vezes que as forças americanas voltariam a atacar o país persa caso não houvesse um acordo considerado aceitável por Washington para encerrar a guerra.
Nesta segunda-feira, a Reuters divulgou uma análise que apontou que a guerra já custou a empresas em todo o mundo pelo menos US$ 25 bilhões.
Segundo a agência britânica, pelo menos 279 empresas citaram a guerra como gatilho para ações defensivas como aumentos de preços e cortes na produção.
“Outras suspenderam dividendos ou recompras de ações, dispensaram funcionários, adicionaram sobretaxas de combustível ou buscaram assistência governamental emergencial”, apontou a análise feita pela Reuters.
Autor: Gazeta do Povo








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