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Quem é Fulton Sheen? O bispo que foi fenômeno na TV, combateu o comunismo e será beatificado em setembro

Fulton J. Sheen foi sacerdote, professor de filosofia e teologia, escritor de dezenas de livros, bispo e um dos grandes pioneiros da comunicação religiosa no rádio e na televisão. Seus programas chegaram a milhões de pessoas semanalmente, suas pregações atravessaram fronteiras e sua atuação lhe rendeu reconhecimento muito além do ambiente eclesiástico: recebeu um Emmy em 1952, o Look Television Award por três anos consecutivos, diversos títulos acadêmicos honorários e até o Prêmio da Liberdade da Ordem de Lafayette, em 1964, por sua “eminente liderança no combate ao comunismo”.

Foi, em seu tempo, uma das figuras religiosas mais conhecidas da televisão americana. Ainda assim, nada disso explica por que a Igreja se prepara para beatificá-lo em 24 de setembro de 2026, nos Estados Unidos. O reconhecimento está relacionado às suas virtudes heroicas.

Essa distinção é importante. A história de Sheen não pode ser reduzida à audiência, aos livros, aos títulos acadêmicos ou à projeção que alcançou. Tudo isso pertence à sua biografia, mas não explica, por si só, a santidade. Antes de falar para milhões, Sheen respondeu a uma vocação; antes do rádio e da televisão, formou a inteligência; antes da figura pública, construiu uma vida sacerdotal. E, depois de alcançar uma projeção que poucos religiosos de seu tempo conheceram, avançou para uma etapa em que a questão central parecia ser cada vez menos aquilo que ainda poderia realizar e cada vez mais aquilo que desejava conhecer e amar: Cristo.

É essa trajetória que torna sua história especialmente interessante para o nosso tempo.