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Recurso do Manchester City deve ser julgado até janeiro – 14/10/2026 – Esporte

O presidente do órgão regulador independente do futebol inglês afirmou esperar que o recurso do Manchester City, considerado culpado por mais de 100 violações das regras financeiras da Premier League, seja julgado até janeiro.

O City, que tem reiterado sua inocência diante das acusações, lidera atualmente a tabela da Premier League, com seis vitórias em seis jogos, após derrotar o Liverpool por 3 a 0 no último fim de semana.

Nenhuma sanção foi anunciada até o momento, mas o City pode enfrentar uma pesada perda de pontos que levaria ao rebaixamento; há até especulações de que o clube poderia perder os três títulos da Premier League conquistados entre 2009 e 2018.

“A Premier League disse que quer resolver isso ainda nesta temporada. Na verdade, é claro, não é a Premier League, mas uma comissão independente que analisará o caso, formada por três juízes ou advogados aposentados”, disse David Kogan, presidente do IFR (Órgão Regulador Independente do Futebol), à Times Radio nesta quarta-feira (14).

“Meu entendimento é que existe um processo estabelecido, com prazo de 12 semanas; portanto, presume-se que a análise ocorrerá em meados ou no fim de janeiro. Mas, como eu disse, não é um processo nosso, e sim da comissão independente da Premier League. O que acredito que não podemos fazer é emitir qualquer juízo antes de termos total clareza.”

Kogan afirmou na terça-feira que renunciaria caso houvesse interferência política em quaisquer futuras investigações do IFR sobre o City.

“Preocupação” de Burnham

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, foi criticado por declarar que ficaria “realmente preocupado” caso os proprietários do City, de Abu Dhabi, deixassem o clube após o veredicto.

Posteriormente, o político teve de recuar, insistindo que ninguém estava “acima das regras”.

Burnham, que foi prefeito da Grande Manchester de 2017 a junho de 2026, divulgou desde então todos os seus contatos com a cúpula do City.

Na segunda-feira (12), a Autoridade Combinada da Grande Manchester informou que Burnham havia se reunido com o presidente do Manchester City, Khaldoon Al Mubarak, em uma cúpula de investimentos em 2021, quando era prefeito da região.

Também foi revelado que Burnham conversou com ele nas arquibancadas durante o jogo festivo em homenagem ao ex-capitão do City, Vincent Kompany, e que foi acompanhado por funcionários do clube em viagens oficiais ao exterior.

Burnham foi pressionado sobre o assunto durante a sessão de perguntas ao primeiro-ministro na Câmara dos Comuns nesta quarta-feira.

Jerome Mayhew, deputado do Partido Conservador, principal legenda de oposição, perguntou a Burnham se alguém ligado à administração do Manchester City havia abordado a questão das acusações com ele ou com algum integrante de sua equipe.

Burnham respondeu: “Eles não trataram dessas questões comigo”.

Kogan havia dito mais cedo nesta quarta-feira: “Não sofremos absolutamente nenhuma interferência de ninguém desde que criamos o órgão regulador, há um ano.”

“Ao regular o futebol, não podemos estar sujeitos a interferências políticas nas decisões que tomamos sobre proprietários, dirigentes ou qualquer outro assunto.”

Ele acrescentou: “E eu não estaria disposto a comandar uma organização sujeita a esse grau de interferência”.

O técnico do Manchester City, Enzo Maresca, afirmou na semana passada que “confia plenamente” no clube e acredita que ele vencerá o recurso.

Autor: Folha

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