A disputa pelo controle do Congresso dos Estados Unidos chega à reta final com os republicanos diminuindo a distância em relação aos democratas nas pesquisas de opinião. Apesar da aproximação, o Partido Democrata ainda mantém vantagem na preferência dos eleitores para as eleições legislativas de meio de mandato, conhecidas como midterms.
Na média mais recente do agregador RealClearPolling desta segunda-feira (2), os democratas aparecem com 38,9% de avaliação favorável e 54,5% de desfavorável. Os republicanos registram 37,8% de avaliação positiva e 56,6% negativa.
A diferença entre os partidos diminuiu em relação ao levantamento anterior. No domingo (1º), os democratas tinham 40,2% de avaliação favorável, enquanto os republicanos apareciam com 37,7%. A avaliação desfavorável era de 54,9% para os democratas e 58% para os republicanos.
Embora os números indiquem uma recuperação republicana, a média das pesquisas de intenção de voto para o Congresso continua apontando vantagem democrata. Segundo o RealClearPolling, o partido tem 52% das preferências, ante 43,1% dos republicanos.
O cenário coloca a eleição desta terça-feira (3) sob atenção internacional. O resultado poderá alterar o equilíbrio de forças no Legislativo e influenciar os últimos dois anos do mandato do presidente Donald Trump.
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Quando será o grande dia da eleição nos EUA
O dia principal da votação das eleições de meio de mandato de 2026 é a terça-feira (3). As midterms são realizadas sempre no meio do mandato presidencial. Diferentemente da eleição para presidente, que ocorre a cada quatro anos, esse pleito não escolhe o chefe do Executivo, mas define a composição do Congresso e pode modificar a capacidade do presidente de aprovar projetos e conduzir sua agenda.
A votação ocorre em todo o país, mas os horários de abertura e fechamento das urnas variam conforme as regras de cada estado. Por isso, a apuração não começa nem termina simultaneamente em todo o território americano.
O calendário também inclui a possibilidade de votação antecipada e por correspondência, conforme as regras locais. De acordo com o Laboratório Eleitoral da Universidade da Flórida, mais de 53 milhões de eleitores já haviam registrado votos antecipados antes do dia principal da eleição.
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O que está em disputa
As eleições de meio de mandato nos EUA renovam os 435 assentos da Câmara dos Representantes e 35 das 100 cadeiras do Senado.
Na Câmara, os republicanos tentam preservar a maioria, enquanto os democratas buscam recuperar o controle da Casa. No Senado, a disputa envolve uma parcela menor das cadeiras, mas também pode alterar a correlação de forças.
O resultado terá consequências para a agenda legislativa de Trump. Caso os democratas conquistem uma ou ambas as Casas, poderão dificultar a aprovação de propostas do governo e ampliar a atuação de comissões parlamentares na fiscalização da administração federal.
As eleições também são consideradas um indicador da avaliação do eleitorado sobre o presidente e seu partido, embora o resultado nacional não determine diretamente o vencedor de cada disputa estadual ou distrital.
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Mais de 53 milhões já votaram antecipadamente
A participação antecipada representa uma parcela importante do processo eleitoral americano e um recorde. Mais de 53 milhões de eleitores haviam registrado votos até esta segunda-feira (2), conforme levantamento do Laboratório Eleitoral da Universidade da Flórida.
O volume de votos antecipados permite acompanhar tendências de participação, mas não determina sozinho o resultado. A distribuição dos votos varia entre estados, e as regras para contabilizar cédulas enviadas por correspondência também diferem. A apuração precisa considerar os votos registrados no dia da eleição e aqueles enviados antecipadamente, respeitando os procedimentos de cada estado.
Autor: Gazeta do Povo








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