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Rússia prepara nova alta de impostos para sustentar gastos militares de Putin

O regime da Rússia aprovou nesta quinta-feira (24) um projeto de orçamento para 2027 que prevê uma nova rodada de aumentos de impostos enquanto Moscou tenta sustentar os elevados gastos militares provocados pela invasão do ditador Vladimir Putin à Ucrânia. O pacote, elaborado pelo Ministério das Finanças, aumenta a tributação sobre investimentos, comércio eletrônico e lucros extraordinários de empresas e ainda precisará passar pelo Parlamento russo, onde o regime tem controle.

O Ministério das Finanças classificou o financiamento das necessidades de defesa e segurança como uma “prioridade estratégica” para o orçamento dos próximos três anos. Segundo a pasta, o aumento de tributos deverá financiar novas armas e equipamentos militares, modernizar empresas do setor de defesa e pagar os integrantes das Forças Armadas.

Uma das principais mudanças atingirá as chamadas rendas passivas dos russos. Dividendos, juros de depósitos bancários, operações com títulos e outros investimentos, além de determinadas vendas de imóveis, passariam a integrar a tabela progressiva do imposto de renda, com alíquotas entre 13% e 22%. Atualmente, grande parte desses rendimentos é tributada entre 13% e 15%. O regime estima que aproximadamente 4 milhões de pessoas sejam atingidas pela alteração.

O pacote também propõe cobrar um imposto de 30% sobre parte dos ganhos adicionais obtidos por empresas de mineração, metais e fertilizantes beneficiadas pela alta dos preços internacionais. Para produtores de ouro, a taxa prevista é de 20%.