O estado de São Paulo vai manter até 1º de setembro a vacinação contra o sarampo para pessoas de 6 meses a 59 anos na capital paulista, em Guarulhos e em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.
A medida ocorre após a confirmação de 23 casos da doença no estado —20 na capital, dois em São Bernardo e um em Guarulhos— e em meio à circulação do vírus nos três municípios.
Desde o início de agosto, o Ministério da Saúde recomenda a vacinação desse público nas três cidades, independentemente do histórico vacinal. A orientação também vale para pessoas que não moram nesses municípios, mas trabalham neles diariamente ou de forma eventual.
Dos 23 casos registrados no estado, dois são importados, ou seja, foram contraídos fora do país. Os demais estão relacionados à importação, quando a transmissão ocorre no Brasil a partir de uma origem externa.
Em 7 de agosto, a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo (SES) informou que 16 dos infectados não tinham histórico de vacinação ou estavam com o esquema incompleto. No ano passado, São Paulo registrou dois casos de sarampo durante todo o ano.
Na capital, a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é oferecida neste mês em mais de cem locais. O imunizante também está disponível em alguns terminais de ônibus, estações de trem e metrô e shoppings. A lista pode ser encontrada aqui.
Nos três municípios, a vacinação pode ser feita mesmo por pessoas que já tenham recebido doses anteriormente ou que tenham tido sarampo. A aplicação é feita após avaliação da equipe de saúde.
Crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias recebem a chamada dose zero. Ela é uma proteção adicional e não substitui as doses previstas no calendário regular, administradas aos 12 e aos 15 meses.
Além da vacinação contra o sarampo, segue até 1º de setembro a campanha de multivacinação nos 645 municípios paulistas. A ação é voltada a crianças e adolescentes menores de 15 anos e busca atualizar a caderneta de vacinação.
Segundo dados do CVE-SP (Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo), mais de 600 mil doses de diferentes vacinas foram aplicadas no estado no Dia D da campanha, realizado no último sábado (22).
A cobertura da primeira dose da tríplice viral em São Paulo passou de 78,4% em 2022 para 90,8% em 2023 e 99,4% em 2024. Em 2025, ficou em 94,2%. Na segunda dose, o índice subiu de 65,1% em 2022 para 77% em 2023 e 88% em 2024, mas recuou para 84,5% no ano passado.
Dados preliminares de 2026 apontam cobertura de 89,35% para a primeira dose e de 74,64% para a segunda. A meta é alcançar pelo menos 95% nas duas doses.
As ações de controle do sarampo incluem investigação dos casos, monitoramento de contatos, busca ativa e orientação aos serviços de saúde. Casos suspeitos devem ser notificados, isolados e investigados sem que seja necessário aguardar a confirmação laboratorial.
O sarampo pode causar febre, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e conjuntivite. Pessoas com esses sintomas devem procurar atendimento e informar se viajaram recentemente ou tiveram contato com alguém com sintomas semelhantes.
As vacinas previstas no calendário são oferecidas gratuitamente pelo SUS. Os locais e horários de atendimento devem ser consultados junto aos municípios.
Autor: Folha








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