São Bernardo do Campo, no ABC, é o terceiro município paulista com recomendação para a aplicação da dose zero da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) em bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias.
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo fez o alerta nesta quarta-feira (15) após a identificação de quatro casos suspeitos da doença. Segundo a prefeitura local, dois deles, se confirmados, serão classificados como importados. Desde 2020 não são registrados casos de sarampo em São Bernardo.
No dia 9 de julho, equipes da atenção básica e da vigilância epidemiológica realizaram varredura de bloqueio no entorno das residências onde moram as pessoas com suspeita da doença. Os funcionários informaram a população, conferiram a situação vacinal e aplicaram o imunizante em quem não tinha o esquema completo.
Na ocasião, foram feitas mais de 520 visitas e de 800 entrevistas. A maioria dos moradores estava com o esquema completo —as equipes administraram 89 doses.
Os municípios de São Paulo e Guarulhos mantêm a mesma recomendação. A dose zero não substitui o esquema de rotina previsto no Calendário Nacional de Vacinação. Mesmo as crianças que recebem a dose extra precisam tomar a primeira dose da tríplice viral aos 12 meses e a segunda, preferencialmente com a tetraviral, aos 15 meses.
Até o momento, o estado de São Paulo possui sete casos confirmados de sarampo —todos importados.
As pessoas que não completaram o esquema recomendado pelo PNI (Programa Nacional de Imunizações) deve procurar a UBS (Unidade Básica de Saúde) de referência e se vacinar.
Quem deve se vacinar
Dose zero
Crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias residentes nos municípios de São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos.
Rotina
O esquema vacinal recomendado pelo Ministério da Saúde prevê duas doses: a primeira aos 12 meses de idade, com a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), e a segunda aos 15 meses, com a tetraviral (que inclui varicela).
Pessoas de 1 a 29 anos devem ter duas doses da tríplice viral, enquanto adultos de 30 a 59 anos devem ter pelo menos uma. Profissionais de saúde precisam comprovar duas doses independentemente da idade.
Autor: Folha




















