terça-feira, agosto 4, 2026
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SC critica concessão de ferrovias e pede corredor próprio

Santa Catarina pode perder 41% da malha ferroviária hoje concedida caso o modelo de fatiamento proposto pelo governo federal para a Malha Sul seja mantido. O alerta foi feito por representantes do estado e da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) na última sexta-feira (31), em Florianópolis, durante audiência pública que reuniu Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Ministério dos Transportes e lideranças do Sul do país contrárias à divisão da ferrovia em três concessões independentes.

A audiência em terras catarinenses encerrou o ciclo presencial da Audiência Pública nº 11/2026, que teve sessões em Brasília, Curitiba e Porto Alegre, e integra a consulta sobre o projeto que vai substituir, a partir de 2027, o contrato da Rumo Malha Sul. A proposta federal, estruturada pela Infra S.A., prevê a reconfiguração da rede em três corredores:

  • Paraná–Santa Catarina,
  • Rio Grande e
  • Mercosul.

Segundo o governo federal, o modelo atual de bloco único favoreceu o sucateamento e o abandono de linhas, e a divisão em lotes seria uma forma de tornar as concessões mais equilibradas e atrativas ao mercado. No entanto, para representantes dos estados do Sul, a segmentação separa trechos lucrativos e deficitários, ameaça deixar regiões inteiras sem investidores interessados e enfraquece a integração ferroviária necessária à competitividade da economia da região.