Dirigentes do sumô planejam medidas para enfrentar o calor cada vez mais intenso do verão japonês, entre elas evitar locais sem ar-condicionado e aliviar o desgaste dos exaustos lutadores.
O Japão enfrentou no ano passado o verão mais quente já registrado, e algumas regiões do país chegaram a 40°C nos últimos dias.
Assim como em outras partes do mundo, as mudanças climáticas provocadas pela atividade humana estão aumentando a frequência e a intensidade de fenômenos meteorológicos perigosos no Japão, segundo cientistas.
Os lutadores de sumô estiveram em atividade durante todo o mês de agosto, participando de uma extenuante turnê anual de verão, com apresentações em locais de todo o país.
O chefe da turnê, Takadagawa (que utiliza apenas um nome), disse a repórteres que mudanças seriam necessárias para garantir a segurança dos atletas.
“Não podemos realizar eventos em locais sem ar-condicionado durante o verão”, afirmou nesta semana.
Neste mês, os lutadores fizeram exibições em pelo menos um local que não tinha ar-condicionado nem ao redor do ringue nem nos vestiários, segundo a imprensa local.
Takadagawa, ex-lutador e atual mestre de uma academia de sumô, disse que os dirigentes da modalidade também planejam reduzir o número de datas da turnê anual a partir do próximo verão.
“Até agora, o cronograma era de 90 dias, mas pretendemos reduzi-lo para cerca de 70”, disse.
“Para diminuir o desgaste físico, faremos com que os lutadores permaneçam no mesmo lugar quando os locais dos eventos forem próximos e incluiremos torneios de dois ou três dias. Não vamos submetê-los a deslocamentos excessivos”, acrescentou.
O Japão registra cerca de 1.300 mortes relacionadas ao calor por ano.
O jogador fijiano de rúgbi Saimoni Vunilagi morreu no Japão no início deste mês, após ser levado ao hospital com sintomas compatíveis com uma insolação grave.
Nos últimos anos, as autoridades alteraram os horários de vários eventos culturais e esportivos por causa do calor.
Autor: Folha








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