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Surto de sarampo na Pensilvânia se aproxima de 900 casos – 28/09/2026 – Equilíbrio e Saúde

Mais de 50 novos casos de sarampo foram registrados na Pensilvânia desde quarta-feira (23), informam autoridades estaduais de saúde, enquanto prosseguem os esforços para combater um surto que se espalhou pelo estado.

Os 55 novos casos, divulgados pelo Departamento de Saúde da Pensilvânia em um comunicado na sexta-feira (25), elevam para 890 o total registrado em 39 condados neste ano.

Segundo o departamento, o surto já resultou em 173 hospitalizações e quatro mortes associadas ao sarampo.

“Embora os números diários oscilem”, afirma o departamento, “o acompanhamento dessas tendências permite que os moradores da Pensilvânia e os profissionais de saúde tenham uma visão da transmissão comunitária em todo o estado e ajuda a orientar a resposta contínua do departamento”.

O órgão observa que menos de 1% dos casos registrados ocorreram entre pessoas vacinadas contra a doença e que 31% envolveram menores de 18 anos.

Os números mais recentes surgem em um momento em que o estado lidera o país em surtos, e pelo menos duas das mortes se tornaram o centro de uma acirrada divergência entre autoridades estaduais e federais sobre se foram causadas pelo sarampo ou se apenas coincidiram com a infecção.

O secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., questionou se o sarampo causou diretamente as mortes registradas por autoridades estaduais de saúde em todo o país.

O condado de Lancaster, na Pensilvânia, situado a cerca de 100 km a oeste da Filadélfia, registrou o maior número de casos no estado até agora neste ano, com 359, seguido pelo condado de Mifflin, com 102, segundo o Departamento de Saúde.

Até domingo (27), não estava claro quais condados haviam registrado os 55 casos mais recentes.

No início deste ano, outro grande surto foi registrado na Carolina do Sul, em sua coesa comunidade eslava evangélica. Surtos também continuam em outros estados, entre eles Califórnia e Indiana.

Os Estados Unidos registraram mais casos de sarampo em 2026 do que em qualquer outro ano desde que o vírus foi declarado eliminado, em 2000. No ano passado, a doença infectou mais de 2.200 pessoas e matou três.

Na sexta-feira, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças informaram uma morte até agora em 2026, mas acrescentaram: “Esse número está sujeito a alterações; o CDC atualizará seus dados à medida que novas informações forem disponibilizadas e as análises pertinentes forem concluídas”.

O órgão não informa onde ou exatamente quando ocorreu essa morte.

O sarampo, uma das doenças mais contagiosas, se espalha quando pessoas infectadas tossem ou espirram, liberando gotículas virais que podem permanecer no ar por horas ou pousar em superfícies e contaminá-las.

As pessoas com a doença começam a se sentir mal cerca de uma ou duas semanas após entrarem em contato com o vírus.

Pode ser difícil diferenciar a doença de outras infecções virais comuns, pois os primeiros sintomas podem incluir tosse e coriza.

A maioria dos casos de sarampo é leve, mas cerca de uma em cada cinco pessoas não vacinadas nos Estados Unidos que contraem o vírus acaba hospitalizada.

O número recente de casos na Pensilvânia pode estar subestimado, pois algumas pessoas com sintomas podem optar por não fazer o teste. Entre as comunidades com muitos casos estão moradores menonitas e amish, que normalmente evitam a medicina moderna.

Desde o início do surto na Pensilvânia, no fim de abril, autoridades estaduais afirmaram ter “aplicado mais de 5.300 doses da vacina tríplice viral em 165 postos temporários de vacinação nas comunidades afetadas”, em referência à vacina contra sarampo, caxumba e rubéola.

Dezenas de postos adicionais de vacinação estão programados para as próximas semanas e meses, “com base no interesse e na necessidade da comunidade”, segundo o departamento.

Mais de 7.900 doses da vacina tríplice viral foram aplicadas em moradores de todo o estado neste ano, informa o departamento.

O órgão afirma que a “melhor proteção contra o sarampo continua sendo a vacinação completa” e acrescenta que a vacina tríplice viral “fortalece o sistema imunológico e oferece 97% de proteção por toda a vida”.

Autor: Folha

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