
Em entrevista publicada pelo jornal italiano Corriere della Sera nesta terça-feira (14), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lamentou a derrota do seu aliado, o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, nas eleições parlamentares húngaras, realizadas no domingo (12).
“Bem, ele era meu amigo. Quer dizer, não era a minha eleição, mas ele era meu amigo. Ele é um bom homem. Ele fez um bom trabalho com a imigração. Ele não deixou que pessoas entrassem e arruinassem seu país, como aconteceu com a Itália”, afirmou Trump.
O Tisza, partido de centro-direita de Péter Magyar, ex-aliado de Orbán, obteve 137 cadeiras no Parlamento da Hungria na eleição realizada no domingo (eram necessárias cem para maioria na casa), contra apenas 56 do Fidesz do primeiro-ministro conservador, que é atualmente o líder de governo mais longevo da União Europeia (UE) e que deixará o cargo de premiê após 16 anos.
Durante a campanha, Trump fez postagens na rede Truth Social defendendo o voto em Orbán e enviou seu vice, J. D. Vance, para uma visita a Budapeste cinco dias antes da eleição.
No encontro com Orbán, Vance acusou a UE de tentar interferir na eleição húngara e buscar impedir a vitória do atual premiê.
Trump fez os comentários sobre o primeiro-ministro húngaro na mesma entrevista em que criticou a premiê italiana, Giorgia Meloni, por ela ter contestado os comentários do presidente americano sobre o papa Leão XIV e não ter ajudado na guerra contra o Irã.
“Estou chocado com ela. Achava que ela tinha coragem, mas me enganei”, disparou o republicano.
Autor: Gazeta do Povo








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