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TSMC busca opções à China para obter terras raras, diz agência – 22/10/2026 – IA


Taipei (Taiwan) e Singapura

| Reuters
A fabricante de chips TSMC, de Taiwan, está avaliando alternativas a componentes de terras raras em equipamentos de fábrica, disseram três pessoas a par do assunto, com o objetivo de reduzir o risco de que os controles de exportação da China interrompam as operações nas unidades que produzem os chips mais avançados do mundo.

A iniciativa ressalta como o domínio chinês sobre as terras raras se tornou uma vulnerabilidade para a indústria global de semicondutores depois que o país, no ano passado, submeteu a controles de exportação, com exigência de licenças, determinados materiais de terras raras, ímãs e tecnologias de processamento relacionadas.

Logotipo da TSMC em destaque à direita, com letras vermelhas sobre padrão quadriculado preto e branco. Ao fundo, mulher de perfil observa palco com mesa vermelha e pessoa em pé, ambiente interno de evento.

Logotipo da TSMC em evento anual da empresa

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I-Hwa Cheng – 03.jun.25/AFP

Ímãs de terras raras são comumente usados em motores que acionam peças móveis de equipamentos industriais, incluindo máquinas encontradas em fábricas altamente automatizadas, como as operadas pela TSMC. A escassez dessas peças especializadas poderia afetar a produção de chips para clientes das cadeias de suprimentos de smartphones, sistemas de IA, data centers e defesa.

A TSMC, maior fabricante mundial de chips sob contrato, consultou fornecedores sobre o uso de motores sem terras raras em equipamentos de automação industrial, de acordo com três executivos do setor informados pela empresa sobre seus planos. Uma das pessoas afirmou que a iniciativa foi motivada por preocupações com possíveis interrupções no fornecimento proveniente da China.

As discussões ainda estão em estágio inicial e não resultaram, até o momento, na adoção ampla de equipamentos sem terras raras, segundo duas das pessoas.

A TSMC não quis comentar.

PAÍSES TAMBÉM BUSCAM ALTERNATIVAS

Os esforços da TSMC vêm na esteira de declarações dos Estados Unidos e de Taiwan de que começariam a buscar formas de reduzir sua dependência das cadeias chinesas de fornecimento de terras raras e minerais críticos.

Em junho, Raymond F. Greene, diretor do Instituto Americano em Taiwan, a embaixada de fato de Washington em Taipei, afirmou que os Estados Unidos estão trabalhando com Taiwan e outros parceiros para desenvolver fontes alternativas de fornecimento, ampliar a capacidade de processamento e construir cadeias de suprimentos mais resilientes.

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O ministro da Economia de Taiwan, Kung Ming-hsin, disse em fevereiro que o governo apoiaria o Instituto de Pesquisa de Tecnologia Industrial (ITRI), uma organização de pesquisa local, no desenvolvimento de tecnologias de terras raras, com planos de estabelecer, em até três anos, uma linha-piloto de produção que poderia atender a cerca de 50% da demanda interna da ilha.

Autoridades norte-americanas demonstraram interesse especial no trabalho do ITRI e mantiveram conversas com o instituto sobre a diversificação das cadeias de fornecimento de minerais críticos, segundo uma pessoa de um centro de estudos sediado nos EUA e familiarizada com as discussões. O Departamento de Estado do país não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

Em comunicado, o ITRI afirmou estar trabalhando com o Departamento de Tecnologia Industrial do Ministério de Assuntos Econômicos de Taiwan no planejamento de um projeto de terras raras. O instituto não fez outros comentários.

Autor: Folha

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