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Velhas Piratas valoriza peixes e frutos do mar – 18/06/2026 – Restaurantes

Crítica | SP
Velhas Piratas
Três estrelas (Bom)
R. Aurélia, 834, Vila Romana, região oeste. @velhaspiratasbar

É a dona quem traz os peixes que vão parar nos pratos, simples e gostosos, do Velhas Piratas. Eu ainda não sabia disso quando passei na frente numa segunda-feira, dia em que boa parte dos restaurantes da cidade estão fechados, e decidi parar atraída pelos pratos anunciados na lousa da calçada.

Bem na esquina das ruas Aurélia e Tito, na Vila Romana, as letras escritas com giz anunciavam o prato do dia a R$ 40. Era possível escolher entre bisteca acebolada e sardinha marinada com mandioca. Ambas são acompanhadas de arroz, feijão, farofa e salada.

Prato raso com arroz branco misturado a frutos do mar, como camarões e lulas, decorado com folhas verdes e pedaços de casca marrom crocante, sobre superfície de palha.

Baião do mar, do restaurante Velhas Piratas


Priscila Pastre/Folhapress

Fã de pê-efe que sou, entrei. A atendente disse que dava para pedir pratos do cardápio fixo além dos que estavam na lousa.

Pedi o baião do mar (R$ 66), mexilhão, lula e camarão combinados com arroz, feijão-fradinho e vinagrete. Um prato bem servido, com sabores frescos e equilibrados, e com o mérito de tirar do comum um almoço corrido de começo de semana. O único porém foram os chips de banana-da-terra, que não estavam crocantes.

Comi também a galinhada (R$ 45). Não porque veio pouco baião de dois, mas porque estávamos em três pessoas e pudemos provar um do outro. Um prato de sustança, sem economia nos pedaços de coxa e sobrecoxa num saboroso arroz com pimentões. Vem com um quiabo tostado em cima que, muito fibroso, só funcionou como decoração. O prato é coroado por uma gema curada. Pena que a minha chegou quebrada, o que me privou de um dos meus maiores prazeres à mesa.

Outra opção que provamos foi o praiano (R$ 46), pescada-branca no fubá, arroz, feijão, farofa de alho e couve refogada. Aqui, tudo redondinho: da salada de folhas frescas que chega antes, ao peixe, que estava carnudo, suculento e num empanado fino e sequinho.

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De sobremesa, pedimos a larica master! (escrita assim mesmo, com ponto de exclamação; R$ 22). Massa de pastel em fatias fritas na hora, com açúcar e canela. Vem com dois potinhos: um com doce de leite e outro com creme de limão. A sugestão é chuchar o pastelzinho neles. Uma ideia simples e bem resolvida para encerrar uma refeição despretensiosa nessa casa com clima de bar.

Perguntei quando o local abriu e descobri que quem nos atendeu era também a idealizadora, Fernanda Huerta. Ela disse que foi em 2024. E que tem outra casa, a Novos Praianos, na Barra do Una, em São Sebastião, há dez anos.

Vem daí o contato direto com pescadores e a expertise no uso de ingredientes do mar, que no Velhas Piratas recebe a consultoria do chef Luiz Campiglia, ex-Paribar. Fernanda contou que a decisão de abrir em São Paulo veio do prejuízo que teve no outro restaurante em 2023, com as fortes chuvas que caíram no litoral norte naquele ano.

Autor: Folha

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