
A ditadura da Venezuela confirmou nesta quinta-feira (7) a morte do preso político Víctor Hugo Quero Navas, de 51 anos, mas disse que o óbito ocorreu em julho de 2025 e foi resultado de um problema de saúde, o que é contestado pela oposição venezuelana.
Segundo informações da agência EFE, o Ministério dos Serviços Penitenciários argumentou que Quero Navas, preso em janeiro de 2025 por acusações de terrorismo, conspiração e traição à pátria, entre outras, estava detido na penitenciária El Rodeo I, perto de Caracas, de onde foi transferido para um hospital em 15 de julho do ano passado, após apresentar “sangramento gastrointestinal e síndrome febril aguda”.
“Após dez dias sob cuidados médicos, em 24 de julho de 2025, às 23h25, ele faleceu em decorrência de insuficiência respiratória aguda secundária a tromboembolismo pulmonar”, alegou o ministério.
ONGs e líderes da oposição contestam essa versão. O Ministério Público anunciou a abertura de uma investigação criminal.
Em post no X, a líder oposicionista María Corina Machado escreveu que Quero Navas foi “desaparecido, torturado e assassinado”.
“Durante 16 meses, sua mãe, Carmen, foi de prisão em prisão em uma busca desesperada. A resposta foi zombaria e silêncio, até hoje: ela foi informada de que seu filho jaz em uma cova há nove meses”, escreveu a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025.
“Isso não é apenas uma tragédia; é um crime contra a humanidade cometido com total impunidade. É o horror sistemático contra uma nação que exige justiça”, acrescentou Machado.
No final de abril, a ditadora interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou que a anistia no país “chegou ao fim”, dois meses após a aprovação de uma lei nesse sentido — que não prevê um prazo de validade — e no momento em que ainda há 454 presos políticos em carceragens venezuelanas, segundo a ONG Foro Penal.
Autor: Gazeta do Povo








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