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Venezuela eleva para 235 o número de mortos após terremotos

O regime da Venezuela elevou para 235, na noite desta quinta-feira (25), o número de mortos após os dois fortes terremotos que abalaram o país na quarta-feira (24). A atualização foi feita pelo ministro da Saúde, Carlos Alvarado, em declaração ao canal estatal Venezolana de Televisión (VTV).

O ministro afirmou que os hospitais venezuelanos receberam até agora cerca de 235 pessoas que chegaram sem sinais vitais ou morreram ao dar entrada nas unidades de saúde. Ainda de acordo com Alvarado, até este momento o país já contabilizou 4,3 mil feridos, que foram atendidos no sistema público de saúde até a noite desta quinta-feira.

O novo balanço representa um grande aumento em relação aos números divulgados mais cedo pelas autoridades venezuelanas. Pela tarde, o regime chavista informou que 188 pessoas tinham morrido após os terremotos e 1.520 ficaram ferido.

Segundo o ministro da Saúde, a maior quantidade de mortos e feridos foi registrada no estado de La Guaira, região costeira vizinha a Caracas e uma das mais afetadas pelos terremotos. Nessa área fica o Aeroporto Internacional Simón Bolívar de Maiquetía, o principal da Venezuela, que foi fechado temporariamente por causa dos danos provocados pelos tremores.

Alvarado afirmou que, diante do grande número de pacientes nos hospitais da região, as autoridades passaram a instalar hospitais de campanha para ampliar o atendimento aos feridos.

Nesta noite, a líder interina do regime chavista, Delcy Rodríguez, visitou La Guaira ao lado do ministro do Interior, Diosdado Cabello (conhecido por ser o número 2 do chavismo), e do presidente do Parlamento, controlado pelos chavistas, Jorge Rodríguez.

Durante a visita, Delcy disse que as equipes de emergência esperam “recuperar a maior quantidade de pessoas com vida” entre os escombros dos prédios desabados. A ditadora declarou La Guaira como zona de desastre e solicitou ajuda internacional. Diversos países já se comprometeram a enviar socorristas e apoio para a Venezuela.

De acordo com a dirigente chavista, aviões dos Estados Unidos, do México, da Espanha, do Catar e de grupos especializados em resgate ligados à Organização das Nações Unidas (ONU) também foram mobilizados para a Venezuela.

A população segue em alerta por causa das réplicas e da avaliação dos danos. Venezuelanos passaram a dormir em colchões, colchonetes ou dentro de veículos nas ruas desde a madrugada desta quinta-feira, com medo de voltar para os edifícios danificados.

As equipes de resgate continuam trabalhando em busca de sobreviventes em áreas de Caracas e de La Guaira.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) informou que os tremores ocorreram em sequência, com magnitudes de 7,2 e 7,5. O órgão americano chegou a emitir alerta sobre o potencial elevado de vítimas e danos materiais, com base em modelos automáticos de avaliação de impacto.

Entre as vítimas estrangeiras, o Brasil confirmou nesta quinta-feira a morte de dois brasileiros, um homem e uma mulher, em consequência dos terremotos. O Itamaraty informou que presta assistência consular às famílias.

Portugal e Espanha também confirmaram mortes de cidadãos de seus países na tragédia. Os dois governos informaram ainda que mais de 100 portugueses, espanhóis ou descendentes seguem desaparecidos ou sem contato na Venezuela.

Os tremores na Venezuela também foram sentidos em países vizinhos e em estados do Norte do Brasil, segundo relatos em redes sociais e vídeos divulgados após os terremotos. No Brasil, houve registros de percepção dos abalos em Manaus (AM), Belém (PA), Roraima e Amapá.

Autor: Gazeta do Povo

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