quarta-feira, julho 29, 2026
15.6 C
Pinhais

Argentina de Milei é exemplo econômico para o Brasil?

Apesar das críticas do governo brasileiro à gestão de Javier Milei, analistas apontam que as reformas fiscais na Argentina oferecem lições valiosas. Enquanto o Brasil enfrenta déficits, o país vizinho alcançou superávits primários e reduziu drasticamente a percepção de risco em 2024 e 2025.

Qual é a principal diferença entre os modelos econômicos de Brasil e Argentina hoje?

A grande diferença está na forma como cada governo tenta equilibrar as contas. Enquanto o Brasil do governo Lula foca em aumentar a arrecadação (ganhar mais dinheiro via impostos), a Argentina de Javier Milei apostou em um corte severo de gastos. No primeiro ano, a Argentina reduziu suas despesas em 27%, fechando órgãos estatais e eliminando normas que burocratizavam a economia, o que gera mais confiança no mercado financeiro.

Como estão os indicadores de dívida e inflação nos dois países?

A Argentina herdou uma inflação de 200% e dívida de 156% do PIB do governo anterior. Recentemente, a inflação mensal caiu para a casa dos 2% e a dívida recuou para 78,4%. Já no Brasil, a tendência é oposta: a dívida bruta subiu para 81,1% do PIB em maio de 2026, e a projeção da inflação está em 5,1%, acima do limite esperado pelo Banco Central. Analistas dizem que, enquanto a Argentina ‘sobe a ladeira’ da recuperação, o Brasil está no caminho contrário.

O que significa o ‘risco país’ e por que ele caiu tanto na Argentina?

O risco país é uma nota que indica o perigo de investidores perderem dinheiro ao aplicar em uma nação. Na Argentina, esse índice despencou 70% sob a gestão Milei, saindo de 1,4 mil pontos para 443. Isso aconteceu porque o país parou de imprimir dinheiro para pagar dívidas e passou a registrar superávit primário, que é quando o governo arrecada mais do que gasta, sobrando dinheiro para pagar os juros da dívida.