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Sarampo: Saúde reforça vacinação em 3 municípios paulistas – 28/07/2026 – Equilíbrio e Saúde

De 3 de agosto a 1º de setembro, São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo deverão vacinar as pessoas de 6 meses a 59 anos contra o sarampo de forma indiscriminada, ou seja, independentemente de terem sido vacinadas antes. Não será necessário comprovar histórico vacinal anterior.

A recomendação do Ministério da Saúde é que todas essas pessoas recebam o imunizante, mesmo se o esquema de duas doses da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) estiver completo. A orientação também se estende a pessoas que trabalham nas três cidades.

A pasta aproveitará o período da Campanha Nacional de Multivacinação, voltada a crianças e adolescentes de até 15 anos, para reforçar a proteção contra o sarampo. A estratégia foi definida após a identificação de uma cadeia de transmissão relacionada à importação do vírus nessas localidades.

Após uma nova confirmação nesta terça-feira (28), chega a 14 o número de casos de sarampo no estado de São Paulo em 2026. Durante todo o ano passado foram registrados dois casos em território paulista.

A recomendação de dose zero para bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias permanece nos três municípios.

O sarampo é uma doença viral contagiosa, transmitida pelo ar, especialmente em ambientes fechados e com grande circulação de pessoas. Os principais sintomas incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas na pele, que geralmente surgem entre 7 e 14 dias após a exposição.

Em entrevista à Folha, Eder Gatti, diretor do PNI (Programa Nacional de Imunizações), afirma que Guarulhos, São Bernardo do Campo e São Paulo possuem perfis únicos de vulnerabilidade ao sarampo devido à alta densidade populacional, intensa circulação diária entre cidades e conexões internacionais que aumentam o risco de entrada do vírus.

“Nessas cidades, a rede de contato de cada pessoa é maior do que em outros municípios brasileiros, porque são locais densamente povoados”, diz Gatti.

“Na região metropolitana, as pessoas residem num lugar e trabalham em outro. É também um grande hub de circulação de estrangeiros a trabalho ou a passeio. E temos um cenário de alta pressão de internalização do sarampo. Na América do Norte —Estados Unidos, México e Canadá—, na Guatemala, no Peru e na Bolívia, na América do Sul, há elevado número de casos”, completa.

Para conter o avanço do sarampo na Grande São Paulo, a capital, Guarulhos e São Bernardo do Campo também intensificaram ações de vigilância com busca ativa de casos em comunidades, hospitais e laboratórios.

Eder Gatti explica que a estratégia inclui a retestagem de exames de pacientes diagnosticados com doenças de sintomas semelhantes, assegurando que nenhuma infecção por sarampo passe despercebida.

A ampliação da cobertura vacinal é a única barreira definitiva contra o vírus, considerado um dos mais contagiosos do mundo. A vacinação indiscriminada focará na população adulta, que apresenta menor adesão às campanhas de imunização em comparação às crianças.

“Os três municípios também se comprometeram a fazer atividades de vacinação extramuros, ou seja, sair das unidades de saúde para levar vacina a locais públicos. As ações ocorrerão nas estações de trem, metrô e em ambientes de alta circulação de pessoas. Esses esforços de vacinação extramuros serão concentrados em áreas de maior risco, que concentrem muita gente, inclusive estrangeira”, explica.

Segundo o diretor do PNI, o estado de São Paulo investiga outros 18 casos de sarampo (o número é provisório, considerando a dinâmica das notificações).

Quem deve se vacinar contra o sarampo

Dose zero: crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias.

Qualquer pessoa de 6 meses a 59 anos, independentemente do histórico vacinal (a partir de 3 de agosto).

  • Rotina – demais municípios brasileiros

O esquema vacinal recomendado pelo Ministério da Saúde prevê duas doses: a primeira aos 12 meses, com a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), e a segunda aos 15 meses, com a tetraviral (que inclui varicela).

Pessoas de 1 a 29 anos devem ter duas doses da tríplice viral, enquanto adultos de 30 a 59 anos devem ter pelo menos uma. Profissionais de saúde precisam comprovar duas doses independentemente da idade.

Em 2026, o Ministério da Saúde já distribuiu mais de 7,2 milhões de doses da vacina tríplice viral aos estados e municípios. Do total, cerca de 2,9 milhões de doses já foram aplicadas em todo o país.

Campanha Nacional de Multivacinação

Em 2026, a ação ocorrerá de 3 de agosto a 1º de setembro, em todo o país. O Dia D de mobilização está marcado para 22 de agosto, um sábado, quando postos de saúde estarão abertos.

Em 2025, a campanha aconteceu em outubro. Neste ano, a antecipação se deve ao período eleitoral.

Durante a mobilização —direcionada a crianças e adolescentes de até 15 anos— serão oferecidas as vacinas BCG, DTP, pentavalente, tríplice viral, poliomielite inativada, pneumocócica 20, meningocócica C, meningocócica ACWY, além daquelas que protegem contra hepatite A, hepatite B, rotavírus, influenza, Covid, febre-amarela, varicela e HPV.

Autor: Folha

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