Roberto Mancini foi nomeado técnico da seleção italiana pela segunda vez, com a missão de revitalizar a Azzurra, que ficou de fora das últimas três Copas do Mundo, informou nesta terça-feira (28) o presidente da FIGC (a federação italiana de futebol), Giovanni Malagò.
O diretor técnico Paolo Maldini, que teria ameaçado renunciar caso Mancini fosse nomeado, foi substituído por Claudio Ranieri.
“Hoje temos um novo técnico e um novo diretor técnico”, disse Malago aos jornalistas, anunciando outra coletiva de imprensa com Mancini e Ranieri para quarta-feira (29).
“Senti que a pessoa que deveria ser e se tornar o técnico da seleção italiana de futebol era Roberto Mancini, por toda uma série de considerações pelas quais, como sempre, assumo honestamente a responsabilidade.”
Gennaro Gattuso deixou o cargo de técnico da Itália após a derrota na final da repescagem para a Copa do Mundo contra a Bósnia e Herzegovina, em março.
Mancini, de 61 anos, já havia comandado a Itália entre 2018 e 2023, levando a equipe ao título da Eurocopa de 2020.
Ele foi escolhido em detrimento de outro ex-técnico da seleção, Antonio Conte.
Maldini também teria dito que renunciaria se Conte fosse o escolhido, preferindo que o cargo fosse entregue a Thiago Motta, ex-meio-campista da seleção italiana nascido no Brasil.
Andrea Pirlo, cotado para assumir o comando, anunciou na segunda-feira (27) que não era mais candidato.
O ex-meio-campista havia sido alvo de duras críticas devido aos seus vínculos polêmicos com uma empresa russa de apostas esportivas e ao que os críticos consideravam um currículo limitado como treinador.
Escolha que divide opiniões
A nomeação de Mancini, no entanto, divide opiniões, apesar de ele ter levado a Itália ao título da Euro e a uma invencibilidade de 37 jogos.
Sua saída repentina do cargo de técnico da Itália, no verão de 2023, para assumir o comando da Arábia Saudita, teria prejudicado sua reputação junto a muitos dirigentes de alto escalão da FIGC, especialmente porque a Azzurra enfrentava dificuldades nas eliminatórias para a Euro de 2024.
Mancini deixou o cargo na seleção saudita apenas 14 meses depois.
Mais recentemente, ele foi técnico do clube qatariano Al-Sadd, com o qual assinou um contrato de dois anos em novembro passado.
Agora, ele voltará suas atenções para a missão de levar a Itália de volta ao topo do futebol internacional.
A tetracampeã mundial não disputa uma Copa do Mundo desde 2014 e sequer jogou uma partida de mata-mata no torneio desde que venceu a final de 2006 contra a França, nos pênaltis.
O único sucesso nesse período foi a conquista da Eurocopa, também decidida nos pênaltis contra a Inglaterra, há cinco anos.
A defesa do título, sob o comando de Luciano Spalletti, terminou com uma eliminação nas oitavas de final para a Suíça, em 2024.
Mancini também conquistou três títulos consecutivos da Série A como técnico da Inter de Milão, entre 2005 e 2008.
Posteriormente, ele levou o Manchester City ao seu primeiro título da Premier League desde 1968, com uma vitória histórica na última rodada sobre o Queens Park Rangers, na temporada 2011/12.
Autor: Folha








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