quinta-feira, agosto 20, 2026
15.8 C
Pinhais

Crise em Cuba provoca nova onda de protestos contra o regime

A ONG Cubalex, que monitora violações de direitos humanos e casos de repressão em Cuba, afirmou que a crise energética, hídrica e sanitária enfrentada pelo país impulsionou uma nova onda de protestos contra o regime cubano no primeiro semestre deste ano. Segundo a organização, foram registradas 766 manifestações em 141 municípios entre os meses de janeiro e junho.

De acordo com o relatório semestral da Cubalex, junho concentrou o maior número de protestos desde que a entidade começou a acompanhar sistematicamente as manifestações, em 2022. Foram 253 protestos apenas naquele mês, incluindo um dia em que ocorreram 31 mobilizações diferentes pelo país.

Conforme a organização, também houve uma mudança na forma como parte da população passou a expressar o descontentamento com as condições econômicas e sociais da ilha. A ONG documentou casos de panelaços, cartazes, palavras de ordem, fechamento de ruas, ocupação de espaços públicos e queima de lixo. O incêndio na entrada da sede municipal do Partido Comunista de Cuba em Morón, na província de Ciego de Ávila, ocorrido em março, foi citado pelo ONG como o maior símbolo de revolta contra o regime comunista.

Havana permaneceu como o principal centro dos protestos. Segundo a Cubalex, a capital concentrou 495 atos neste primeiro semestre e passou a registrar uma presença maior de mobilizações em áreas centrais.