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ex-presidente compara Lava Jato a ação de grupo paramilitar

O ex-presidente peruano Ollanta Humala (2011-2016), condenado pela Lava Jato local, comparou a operação focada em investigar casos de subornos que a empresa brasileira Odebrecht admitiu ter pago em diversos países da América Latina ao grupo paramilitar Colina, pelo qual o ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000) foi sentenciado.

“Eles [promotores do caso] me lembram o grupo Colina, que foi criado para um propósito que depois foi pervertido. Cada um cometeu seus assassinatos por encomenda; alguns perverteram o código de processo penal com suas canetas, e outros com os fuzis e armas fornecidos pelo Estado”, declarou o ex-governante de esquerda em um encontro com a imprensa estrangeira credenciada no Peru.

Humala se juntou ao coro de críticas de outras forças políticas contra a equipe especial de promotores formada no âmbito do Ministério Público peruano para investigar as ramificações do caso Lava Jato no Brasil.

O ex-presidente afirmou que no Peru houve uma “caça às bruxas” contra políticos como ele, que se define como crítico do regime econômico liberal vigente no país, enquanto os empresários envolvidos nunca foram presos. Ele reconheceu, no entanto, que existem casos de corrupção envolvendo políticos que “devem enfrentar as consequências de seus atos”.