
A BR-277, rodovia que liga Paranaguá e Foz do Iguaçu, no Paraná, deverá estar totalmente duplicada até 2034. É isso que consta nos contratos dos dois lotes que compõem os 734 quilômetros de estradas, que são administrados pela Via Araucária e pela EPR Iguaçu.
Hoje, 65% da pista é simples, sem duplicação, segundo dados do Sistema Nacional de Viação (SNV), do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
Para cada uma das concessionárias há prazos específicos para execução das obras, que estão definidos no Programa de Exploração da Rodovia (PER), que compõe o contrato de concessão e é fiscalizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
As primeiras entregas começam em 2027 e, depois, ano a ano, novos trechos devem ser concluídos, e os últimos estão previstos para maio de 2034. Cada concessionária tem um cronograma próprio de obras que segue inalterado, salvo aditivos contratuais. Segundo a ANTT, “até o momento, não foi formalizada suspensão ou postergação geral das obras previstas para a BR-277” e qualquer eventual mudança depende de aprovação do órgão.
Até 2034 serão em média 60 km de duplicações por ano, totalizando 477 km de obras de aumento da capacidade dos trechos que atualmente estão com pista simples. Os contratos são de 30 anos e, após a entrega das obras, as empresas seguirão administrando as rodovias de cada lote.
De Curitiba ao trevo do Relógio
O Lote 1, concedido a Via Araucária, cuida do trecho que inicia em Curitiba até Prudentópolis, no Centro-Sul do Estado. Foi o primeiro leiloado e a ter o contrato assinado, em 2024, por isso já está com obras em andamento em 27 km de rodovia. Trechos em Irati (17,1 km) e Palmeira (10,4 km), obras que devem ficar prontas em fevereiro de 2027, no terceiro ano da concessão. A empresa Via Araucária afirmou que todas as licenças para construção estão liberadas e a obras andando conforme o cronograma.
Os trechos seguintes de duplicação na BR-277 têm previsão de ficarem prontos até o mês de fevereiro de 2028, quarto ano da concessão: entre Irati e Prudentópolis, são 19,6 km; em Palmeira 15,9 km; e entre Palmeira e Porto Amazonas mais 17,2 km.
Em 2029 estão previstos mais 38 km e em 2030 os 32 km de duplicações restantes da concessão Via Araucária. Além das duplicações, a concessionária terá que construir uma terceira pista entre São Luiz do Purunã e Curitiba, trecho já duplicado. A melhoria está prevista para o sétimo ano de contrato, em 2031.
Maior volume de obras está no Lote 6
Das seis concessões rodoviárias realizadas no último pacote de privatizações, o Lote 6 é o que concentra o maior volume de obras. Ele compreende pouco mais da metade da BR-277 entre Prudentópolis, no trevo do Relógio, e Foz do Iguaçu, na Ponte de Amizade. Até 2033 a empresa deve entregar 321,3 km de pista duplicada na rodovia.
O contrato foi assinado em maio de 2025 e a primeira obra de duplicação no trecho deve ser entregue até maio de 2028. São 18 km em Guarapuava e 4,7 em Matelândia.
“Estamos finalizando os projetos executivos, em paralelo estamos trabalhando com o licenciamento ambiental que é uma etapa extremamente importante, só podemos iniciar as obras após obtenção dos licenciamentos ambientais”, afirmou o diretor-executivo da EPR Iguaçu, Sílvio Caldas.
A concessionária ainda tem trechos no Sudoeste, onde também tem obras para serem entregues no ano 2027. Segundo o executivo, não houve nenhuma alteração no cronograma de obras definido pela Antt em contrato e a empresa segue focada para entregar as obras nos prazos definidos.
“Dentro do nosso planejamento e programação temos conseguido seguir de forma adequada as contratações das empresas, todos os projetos estão contratados e em andamento, com relação a execução das obras estão iniciando o planejamento e preparação para contratação, sempre buscando empresas renomadas e com capacitação para execução de obras desta magnitude”, completou Caldas.
Em relação a duplicações, a EPR Iguaçu detém trechos complexos como a Serra da Esperança, em Guarapuava, e o trecho que corta a Terra Indígena Rio das Cobras, em Nova Laranjeiras. Eles terão que ser entregues em 2030 e 2033, respectivamente, e impõem desafios de engenharia e de licenciamento.
Autor: Gazeta do Povo








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