quarta-feira, agosto 26, 2026
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Justiça decreta falência da Oi pela segunda vez após administrador prever apagão

A Justiça do Rio de Janeiro decretou novamente a falência da Oi. A decisão foi tomada pela Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) na sessão desta terça-feira (25). A decisão ocorre após a administradora judicial prever que a empresa não teria mais condições de operar a partir do início do mês.

O advogado Bruno Rezende foi nomeado para administrar a massa falida. O endividamento gira em torno de R$ 44,3 bilhões e o patrimônio está negativo em cerca de R$ 22,6 bilhões.

A previsão de apagão ocorreu no início de julho. A administradora afirmou que a desconfiança do mercado em relação à situação da empresa estaria dificultando a obtenção de recursos para investir na renovação do portfólio. A previsão de disponibilidade de caixa ao final daquele mês caiu quase 78%, despencando de R$ 88,1 milhões para R$ 19,6 milhões.

Outra variável mencionada foi a suspensão, pela mesma Câmara, de uma operação que renderia à empresa R$ 4,5 bilhões. A venda da fatia da Oi na V.tal — o “bem mais valioso da Oi”, segundo a própria Justiça — a fundos ligados ao BTG Pactual e à BGC Fibra Participações foi recusada pela assembleia de credores. O valor é considerado insuficiente para cobrir as dívidas com os trabalhadores. A tratativa original previa a venda a R$ 12,5 bilhões.