São Paulo
Durante uma década em uma rua mais tranquila de Pinheiros, em São Paulo, o Guilhotina deixou sua marca entre os muitos bares que se especializaram em drinques autorais.
Antes mesmo de soprar as velinhas para o décimo aniversário, oficialmente em dezembro, o bar passou por uma reforma que fez com que ele ficasse quatro meses de portas fechadas. Além de novidades no visual, ganhou uma nova carta de drinques (ainda não inteiramente finalizada), assinada pela principal bartender da casa, Estella Moraes.
A missão da nova carta é manter uma tradição de respeito, afinal, ela sucede criações dos badalados Márcio Silva —um dos sócios fundadores da casa, hoje no Exímia— e Ale D’Agostino —que abriu o Coda, na região central, e é um dos jurados do reality etílico Shaking the Bar.

Coquetéis da nova carta do Guilhotina Bar, da esq. para a dir.: entre trópicos, arruda nunca falha e Kentucky blossom
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Pedro Shuter/Divulgação
Estella tem passagens pelo Bar do Cofre (do SubAstor) e trabalhou com D’Agostino antes que ele deixasse o bar. Na nova carta, atualmente com dez autorais, ela passa pela história do Guilhotina, com drinques que fazem homenagens a clássicos do local, e aponta novas tendências.
Uma das homenagens é o chá do naza (R$ 58), que leva uísque Johnnie Walker Black Label, mate com especiarias, limão e manga; tem também o arruda nunca falha (R$ 68), com vodca, cumaru, arruda e soda de cambuci.
A carta ainda traz clássicos, como penicillin, hanky panky e expresso martini, além de outros que não estão descritos no menu, mas podem ser pedidos.
Estella tenta usar esses coquetéis conhecidos para apresentar suas criações. Quem já curtiu uma piña colada, por exemplo, pode se deliciar com o entre trópicos, elaborado com cachaça amburana, rum branco, malibu, abacaxi, manga e iogurte integral (R$ 78). Outros quatro mocktails (drinques sem álcool) completam a fartura etílica, como o xiii sô, com shissô, melão, limão e água com gás (R$ 36).
Já as sugestões para comer estão separadas entre crus, tapas e brasa. Na primeira parte, há opções como atum ponzu (R$ 69) e carpaccio de polvo (R$ 89); na segunda, destaque para a croqueta andaluza (R$ 45, três unidades), com tomate, jamon e crudo de atum. Da brasa sai a língua de boi glaceada (R$ 48).
Para degustar comes e bebes, fiéis e novos frequentadores encontrarão um espaço que a princípio não parece tão diferente do ambiente pré-reforma, com paredes de tijolos aparentes, mesas altas e longo balcão. No entanto, a palavra de ordem do novo Guilhotina é conforto.
“Há dez anos, a gente passava a noite inteira sentado em banco de ferro, era mais despojado. Hoje, buscamos mais conforto”, diz o sócio Marcello Nazareth. “Mas sem perder a alma do Guilhotina”.
Assim, os bancos altos ganharam assento e encosto mais aconchegantes. O balcão do bar também foi reformulado, ganhando curvas e aspecto mais moderno.
O cantinho depois do bar, com mesas baixas, virou um pedacinho do Carrasco (speakeasy que funcionava no andar de cima).
Até dezembro, o Guilhotina prepara uma série de eventos para celebrar os dez anos do bar —que pode ter mais umas duas ou três criações de Estella.
Guilhotina Bar
R. Costa Carvalho, 84, Pinheiros, região oeste. Ter. a sáb., das 18h à 1h. @guilhotinabar
Autor: Folha








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