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Casas em SP misturam baladas e restaurantes com boa comida – 27/08/2026 – Bares e noite


São Paulo


Uma onda de lugares que mesclam gastronomia e música está surgindo na capital paulista. Da comida asiática aos pratos autorais, sob o som de MPB, disco ou funk, as casas se dividem entre restaurante, pista de dança e bar.

Uma delas é o Disco Aperitivo, que inaugurou neste mês em Pinheiros. Lá, os DJs tocam ritmos que passam por música eletrônica, soul, reggae e hip-hop.

Pizza em prato de madeira com cobertura de queijo, cogumelos e ervas, ao lado de coquetel em taça com espuma, com bola de espelhos iluminada desfocada ao fundo.

Pizzas e drinques do Luci Bar, restaurante localizado no bairro de Pinheiros


Adriano Vizoni/Folhapress

O som é o que faz com que as mesas sejam substituídas pela pista de dança. “É o que tem acontecido nas noites mais cheias. Se o pessoal se empolga e começa a dançar, arrastamos os móveis e criamos uma área para fazer uma pistinha”, explica Dago Donato, DJ e sócio do clube.

O clima descontraído reflete no público, que costuma ser mais descolado e acima de 30 anos, segundo Donato. “Me parece natural que uma geração que nunca deixou de sair agora procure espaços onde possa comer e beber melhor, sem deixar de se divertir”, conta ele.

A proposta se diferencia de casas nascidas em meados dos anos 2000, como Buddha Bar, que priorizavam ambientes sofisticados. Caio Saad, DJ e cofundador do Luci Bar, explica que os novos lugares se inspiram na junção entre música alternativa, uso de mídia analógica (em especial discos de vinil) e pratos descomplicados.

De acordo com Saad, o interesse cresceu após a pandemia. A tendência é buscar por casas que oferecem discotecagem, mas não dispensam um bom cardápio. O principal fator de atração do público é a praticidade de jantar em um lugar confortável, mas poder continuar aproveitando o som sem se deslocar.

“Quem gostava de música ficava restrito às baladas durante a madrugada. Agora é um momento em que você quer dançar, mas, ao mesmo tempo, sentar e comer bem. Antes, era um ou outro”, diz o sócio.

Conheça, a seguir, 11 opções para jantar e dançar em São Paulo.

Cortina
Reabriu seu espaço com cozinha e bar ladeado por um telão de 22 metros, que recebe projeções de vídeo-artistas. Nesse ambiente descolado, serve cardápio com temperos da América Latina sob cuidados do chef Checho Gonzales, como o espeto de lula com presunto curado e creme de amendoim (R$ 32). Drinques seguem a inspiração, com opções como o pan (R$ 54), que leva tequila, limão, soda de pera e jalapeño. No salão abaixo funciona pista para quem estiver mais animado.
R. Araújo, 62, República, região central. @cortina.sp


Disco Aperitivo
Em um pequeno salão, serve itens como focaccia com nduja (embutido italiano) e lardo (R$ 42) e sanduíche de ragu (R$ 49). Do bar saem releituras como o puttanesca (R$ 46), inspirado no blood mary, leva gim, suco de tomate, molho inglês, molho de anchova, alcaparra e pimenta-calabresa. O som vai do eletrônico ao reggae, a depender da noite
R. Fernão Dias, 206, Pinheiros, região oeste. @discoaperitivo_bar


Formosa Hi-Fi
O bar comemora um ano e se dedica aos vinis, com acervo composto por mais de 6.000 títulos. O menu faz alusão a nomes de músicas. É o caso do Bat Macumba (R$ 48), drinque feito com gim, licores de pêssego e flor de sabugueiro e hortelã. Para comer, serve escondidinho de cogumelo (R$ 58) e bolinho de baião de dois (R$ 42, quatro unidades).
Galeria Formosa – viaduto do Chá, Centro Histórico. @formosahifi


Heavy House
Às quartas, tem o projeto na varanda, com sets de DJs. Também divulga a agenda de festas nas redes. Do menu, dá para provar croquetas de carne-seca (R$ 40, quatro unidades), bife ancho com molho de pimenta (R$ 85) e tacos de cupim (R$ 40). Entre drinques autorais, há o honey mate (R$ 45), com rum e chá-mate.
R. Benjamin Egas, 297, Pinheiros, região oeste. @heavyhouse___


Hifi Community
Aberto em março, une comida de toques asiáticos à pista de dança com noites temáticas, como de hip-hop e brasilidades, que podem ser conduzidas por nomes conhecidos como Gui Boratto. Entre os comes, há dumplings de pato (R$ 46) e curry de cordeiro com coalhada, arroz japonês e salada de pepino e rabanete (R$ 88). Para matar a sede, o wabi sabi leva shochu, gim, xarope de avelã e vermute (R$ 48).
R. Mergenthaler, 1.177, Vila Leopoldina, região oeste. @hificommunity


Luci
Desde janeiro, recebe público 30+ em espaço com pista de dança ao som de disco e house music. As pizzas são o destaque, com sabores como salame e mel (R$ 46). Já a carta se inspira em clássicos italianos, com opções como o beluci (R$ 42), feito com vodca, cordial de pêssego com tomilho, xerez fino e vermute dry.
R. Pe. Garcia Velho, 53, Pinheiros, região oeste. @lucibar.sp


Madre
Em soft opening, a nova casa de Ana Beatriz Pereira (sócia do Cora) mistura comida, bebida e música inspirada por referências latino-americanas. Bar, cozinha e mesa de discotecagem ficam lado a lado. Entre as pedidas, há ceviche de peixe branco, leite de tigre, frutos do mar e macaxeira frita (R$ 89), e carapau com leite de tigre de moqueca, salada de coco e banana frita (R$ 95).
R. Padre Carvalho, 141, Pinheiros, região oeste. @madre.bar


Major
Funciona de quarta a sábado, sempre com discotecagem de disco, house e brasilidades. Para petiscar, tem minipastéis de carne e queijo (R$ 42, oito unidades) e buraco quente acompanhado por fritas (R$ 48). Já para beber, conta com drinques tradicionais, como a caipirinha (R$ 32), e criações, a exemplo do carta perdida (R$ 42), que leva expresso e Campari infusionado com nibs de cacau.
R. Major Sertório, 347, Vila Buarque, região central. @majorbar.sp


Matiz
O listening bar tem apresentações de DJs convidados e residentes. O jantar pode ser composto por lasanha à bolonhesa frita (R$ 58) ou por cheesebúrguer de black angus com fritas (R$ 70). Para acompanhar, há drinques como o coco loco martíni (R$ 50), de tequila, vermute, jalapeño e coco.
R. Martins Fontes, 91, Centro Histórico. @matizbarsp


Toalha.SP
Misto de café e bar, tem diversidade de gêneros no som: disco, house, funk, soul, jazz, hip-hop e músicas dos anos 1980 e 2000. Da cozinha saem tábuas de queijos (R$ 95) e terrine (espécie de patê francês assado de frango e porco, por R$ 49). Do bar, é possível pedir clássicos alcoólicos e mocktails, como o malha (R$ 30), com caldo de cana e expresso.
R. Maj. Sertório, 318, Vila Buarque, região central. @toalha.sp


Venâncio
Inaugurada em julho, a casa tem pista montada de quinta a sábado com sons que vão do samba ao funk. O cardápio reúne antepastos como o steak tartare com molho cítrico sobre pão de brioche (R$ 72) e cubos de atum com stracciatella, alga nori, flor de sal e azeite temperado (R$ 72). Entre as bebidas autorais está o Brasil smash (R$ 48,99), preparado com gim, manjericão, suco de limão e xarope de açúcar.
Av. Dr. Cardoso de Melo, 1.565, Vila Olímpia, região sul. @venancio.vilaolimpia

Autor: Folha

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