domingo, agosto 30, 2026
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Colômbia encerra paz total e inicia ofensiva militar contra grupos armados

O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, formalizou o encerramento das negociações com grupos armados ilegais iniciadas na gestão de Gustavo Petro. Por meio de resoluções divulgadas neste sábado (29), o novo governo revogou nomeações de negociadores e reconhecimentos de delegados das organizações criminosas, marcando uma ruptura definitiva com a política de segurança anterior.

O que motivou a decisão de encerrar o projeto de paz total?

A nova administração colombiana entende que a estratégia de negociação simultânea com diversas frentes criminosas não demonstrou resultados práticos satisfatórios. O governo De la Espriella argumenta que a Constituição concede ao presidente o poder exclusivo de decidir como e com quem o Estado deve conduzir processos de paz. Segundo as resoluções oficiais, houve uma clara falta de vontade real de reintegração à vida civil por parte dos grupos armados, além de uma série de acontecimentos que enfraqueceram a confiança nos canais de diálogo que haviam sido abertos anteriormente.

Quais organizações criminosas foram diretamente afetadas por essa medida?

A interrupção dos diálogos atinge grupos de peso na dinâmica de violência do país. Entre os principais alvos estão o Estado-Maior dos Blocos Magdalena Medio, Comandante Gentil Duarte, Comandante Jorge Suárez Briceño e Frente Raúl Reyes. Além deles, a Coordenação Nacional do Exército Bolivariano (CNEB) — que é uma dissidência da Segunda Marquetalia — e as Autodefesas Conquistadoras da Serra Nevada (ACSN) tiveram suas mesas de conversas sociojurídicas encerradas. O governo anulou as credenciais de todos os representantes dessas facções que atuavam nas negociações.

Como fica a situação dos negociadores que representavam o Estado?

As resoluções de De la Espriella revogaram formalmente as credenciais de todos os negociadores oficiais que atuavam em nome do governo colombiano. Um dos casos de destaque é o de Armando Novoa, que era o principal interlocutor nas conversas com o Exército Bolivariano. Novoa chegou a classificar a decisão como desnecessária, pois ele e sua equipe já haviam apresentado renúncia irrevogável em 6 de agosto, véspera da posse do novo presidente. No entanto, o atual governo preferiu emitir um ato formal para selar o fim da autorização jurídica de qualquer diálogo com os grupos.