domingo, agosto 30, 2026
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Caso Lulinha reacende debate sobre tráfico de influência

Uma investigação da Polícia Federal colocou no centro das atenções uma proposta de R$ 626 milhões para a venda de canabidiol ao Ministério da Saúde. Segundo os investigadores, um grupo ligado a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, teria tentado viabilizar o negócio explorando uma particularidade das regras do Sistema Único de Saúde.

A proposta previa o fornecimento de 1,2 milhão de frascos do produto. Como o canabidiol não integra, de forma geral, a lista de medicamentos incorporados ao SUS, a estratégia investigada teria considerado decisões judiciais que obrigam a União a fornecer tratamentos não disponíveis na rede pública. A minuta de contrato localizada pela PF teria sido elaborada pela empresária Roberta Luchsinger e encaminhada a Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Lula. O negócio, porém, não chegou a ser concretizado.

Mensagens analisadas pelos investigadores também apontam contatos entre Lulinha, Roberta Luchsinger e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Luchsinger afirma que é amiga de Lulinha há muitos anos e nega ter usado a relação para obter benefícios junto ao governo.