
Bilionários norte-americanos injetam milhões de dólares em campanhas do Partido Democrata no atual ciclo eleitoral de 2026. O apoio financeiro beneficia tanto políticos da ala socialista quanto nomes progressistas moderados, visando ampliar a influência da esquerda no Congresso. O dinheiro flui por meio de comitês de ação política e foca em pautas como acesso ao aborto e controle de armas.
Quem são os principais doadores e como o dinheiro chega aos candidatos?
Grandes nomes do mercado financeiro e da tecnologia lideram as doações, como George Soros, Reid Hoffman e Michael Bloomberg. Os recursos percorrem dois caminhos principais: os PACs, que são comitês que arrecadam fundos para causas específicas, e os super PACs. Estes últimos podem receber e gastar valores ilimitados para apoiar ou atacar candidaturas, desde que não trabalhem diretamente com a equipe de campanha do político. George Soros é o maior investidor individual deste grupo, tendo destinado cerca de US$ 102 milhões ao Democracy PAC para financiar diversas frentes democratas.
Quais são as principais bandeiras defendidas pelos políticos apoiados?
Os candidatos que recebem esses recursos milionários defendem pautas progressistas que geram debate intenso na sociedade americana. Entre as prioridades estão a ampliação do acesso ao aborto em todo o país e um controle muito mais rígido sobre o porte e a venda de armas de fogo. Além disso, muitos desses políticos propõem mudanças profundas na fiscalização migratória, sugerindo leis de fronteira mais brandas para imigrantes ilegais e até a abolição de agências federais de segurança, como o ICE. Também ganha destaque a expansão de políticas ligadas à chamada agenda woke.
Como os bilionários influenciam as disputas internas do Partido Democrata?
O dinheiro não serve apenas para enfrentar opositores republicanos, mas também para moldar o perfil do próprio Partido Democrata. Stephen Mandel e sua esposa, Susan, investiram mais de US$ 15 milhões em grupos como o Majority Democrats, que buscam fortalecer candidatos considerados moderados. O objetivo é criar uma barreira contra o avanço de políticos ligados à ala socialista dentro da legenda. Por outro lado, organizações como o Justice Democrats PAC atuam justamente no recrutamento e na eleição de nomes socialistas, ganhando projeção após ajudarem na ascensão de nomes conhecidos.
Existem contradições entre os financiadores e as propostas dos candidatos?
Um caso curioso ocorre com o democrata James Talarico, que concorre ao Senado no Texas. Apesar de sua campanha ser beneficiada por um super PAC que recebeu US$ 11,5 milhões do bilionário Reid Hoffman, Talarico defende publicamente a proibição desses comitês e a redução da influência das grandes fortunas na política. Outra frente importante de financiamento foca na política externa: o American Priorities PAC e o J Street Action Fund utilizam o dinheiro de empresários para apoiar candidatos críticos à postura dos Estados Unidos em relação a Israel e à condução do conflito na Faixa de Gaza.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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Autor: Gazeta do Povo








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