
O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, declarou nesta terça-feira (1º) durante uma entrevista à emissora Fox News que os EUA identificaram contas bancárias do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) mantidas por empresas fiduciárias e propriedades imobiliárias de luxo que podem ser alvos da nova guerra econômica iniciada por Washington.
Ele mencionou o caso da filial de um banco iraniano em Dubai, sancionado por ter servido como um centro financeiro crucial para as forças armadas iranianas, incluindo a Força Quds da Guarda Revolucionária Islâmica e o Ministério da Defesa e Logística das Forças Armadas.
Bessent reiterou que novas entidades e indivíduos podem entrar na mira dos EUA. “[…] Podem ser empresas de leasing de aeronaves, que vamos investigar. Pode ser qualquer pessoa que faça negócios com a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). Estamos rastreando os ativos da IRGC”, disse.
O secretário americano acrescentou que o governo de Donald Trump sabe onde estão as contas do regime iraniano no exterior, citando empresas nas Ilhas Virgens Britânicas e casas de 100 milhões de dólares.
“Vamos recorrer aos nossos parceiros e vamos acabar com tudo isso. Vamos atrás dos bens ilegítimos que o regime roubou do povo iraniano, e esses bens podem voltar para o povo iraniano ou para as vítimas do terrorismo, como as famílias dos soldados que estão no USS Cole”, continuou Bessent.
Os EUA anunciaram o Dia D econômico contra o Irã em 24 de agosto. O propósito da iniciativa é cortar todas as opções financeiras que o país persa poderia usar para se reerguer em meio à guerra.
Autor: Gazeta do Povo








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