
A Cripta Imperial, onde estão os restos mortais de Dom Pedro I, da Imperatriz Leopoldina e de Dona Amélia, será reaberta em 7 de setembro, data que marca os 204 anos da Independência do Brasil. O espaço fica no subsolo do Monumento à Independência, no Parque da Independência, em São Paulo.
O local estava fechado desde 2022. A cerimônia de reabertura ocorrerá às 14h30. Na sequência, às 15h, o grupo musical da Fundação Theatro Municipal de São Paulo fará uma apresentação. A programação também inclui visitas guiadas até as 17h.
A reabertura marcará ainda a inauguração da exposição “Representações da Nação: O Monumento à Independência e a Cripta Imperial”. A mostra tem curadoria de Marly Rodrigues e apresenta a história da criação do Monumento e da Cripta.
Obras modernizam Cripta Imperial sem retirar restos mortais dos sarcófagos
Durante o período de fechamento, a Cripta Imperial recebeu intervenções para melhorar a estrutura e as condições de visitação. As obras incluíram novos banheiros, acessibilidade arquitetônica e um sistema de climatização com ar-condicionado.
O espaço expositivo também passou por melhorias. As intervenções incluíram a conservação do bronze junto aos sarcófagos, o fechamento do teto com mármore amarelo e outros reparos.
Os restos mortais de Dom Pedro I, da Imperatriz Leopoldina e de Dona Amélia permaneceram nos locais originais durante toda a execução das obras. Ao todo, a Cripta ficou fechada por cerca de três anos e nove meses.
O Monumento à Independência também recebeu serviços de limpeza e conservação. Já a Casa do Grito passou por reforma, com recuperação de trincas, pintura e implantação de novos acessos externos.
Monumento à Independência e Casa do Grito integram roteiro histórico em São Paulo
A Cripta Imperial e a Casa do Grito integram o Museu da Cidade de São Paulo, conjunto formado por locais históricos construídos entre os séculos 17 e 20.
Na Casa do Grito, o público pode visitar a exposição “Da Independência ao Grito: história de uma casa de pau a pique”. A mostra aborda a relação da construção com o quadro “Independência ou Morte” e apresenta a técnica de construção em pau a pique. As duas exposições funcionam de terça-feira a domingo, das 9h às 17h.
O Monumento à Independência foi inaugurado em 1922, durante as comemorações do centenário da Independência do Brasil. A Cripta Imperial foi inaugurada em 7 de setembro de 1952, antes das celebrações do quarto centenário de São Paulo.
Restos mortais da família imperial chegaram à Cripta em diferentes momentos
O espaço abriga os restos mortais de três integrantes da família imperial: Dom Pedro I, sua primeira esposa, a Imperatriz Maria Leopoldina, e sua segunda esposa, Dona Amélia.
Maria Leopoldina morreu e foi inicialmente sepultada no Rio de Janeiro. Com a construção da Cripta e as celebrações do IV Centenário de São Paulo, seus restos mortais foram transferidos para o local.
Dom Pedro I teve o coração mantido na cidade do Porto, enquanto seu corpo permaneceu no Panteão dos Braganças, em Lisboa. Em 1972, durante as comemorações do Sesquicentenário da Independência, o governo brasileiro negociou com Portugal a transferência dos restos mortais.
O corpo atravessou o Atlântico em um navio e passou por várias capitais brasileiras antes de chegar à Cripta Imperial.
Dona Amélia permaneceu no Panteão dos Braganças desde 1972, após a transferência dos restos mortais do marido. Em 1982, seu corpo foi levado para a Cripta Imperial, onde passou a ficar ao lado da família.
Em 2012, os corpos passaram por uma exumação. Na ocasião, os pesquisadores constataram que o corpo de Dona Amélia estava bem preservado e perfeitamente mumificado.
Autor: Gazeta do Povo








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