Com patrimônio estimado em R$ 162,9 bilhões, o cofundador do Facebook, Eduardo Saverin é novamente o brasileiro mais rico no ranking de bilionários de 2026 da Forbes, divulgado na última semana de agosto.
Em segundo lugar está a família de Vicky Safra, herdeira do banco Safra e a mulher mais rica do Brasil, com fortuna calculada em R$ 130,6 bilhões, segundo a publicação. O terceiro colocado é o empresário Jorge Paulo Lemann, que acumula R$ 103,5 bilhões.
Para edição deste ano da lista, a Forbes identificou 255 brasileiros com patrimônio acima de R$ 1 bilhão. Juntos, elas somam R$ 1,86 trilhão — valor equivalente a 14,6% do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2025, estimado em R$ 12,74 trilhões.
Em relação ao levantamento anterior, a maior parte dos bilionários ficou mais rica. Segundo a Forbes, 151 integrantes da lista aumentaram seu patrimônio, enquanto 77 perderam riqueza e 27 mantiveram praticamente o mesmo valor.
A maior perda, em termos absolutos, foi justamente de Saverin, que tinha R$ 227 bilhões em 2025 — redução de R$ 64,1 bilhões, ou 28,2%.
No outro extremo, Lemann e o empresário Ricardo Castellar de Faria, conhecido como “Rei do ovo”, foram os que mais ganharam em valores absolutos entre os patrimônios comparáveis: R$ 15,5 bilhões cada.
Veja a seguir quem são os dez maiores bilionários brasileiros na atualidade, segundo a Forbes:
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1. Eduardo Saverin — R$ 162,9 bilhões
O homem mais rico do Brasil pelo quarto ano consecutivo construiu sua fortuna como um dos cofundadores do Facebook, hoje Meta. Nascido em São Paulo, Saverin participou da criação da rede social enquanto estudava em Harvard, nos Estados Unidos, e sua participação no negócio se transformou em uma das maiores fortunas brasileiras.
Embora tenha registrado a maior perda nominal da lista em 2026, sua posição no topo não foi ameaçada. A queda do patrimônio acompanhou, principalmente, a desvalorização das ações da Meta no período considerado pela Forbes. Saverin também atua como investidor por meio da B Capital, gestora voltada a startups e empresas de tecnologia.
2. Vicky Safra e família — R$ 130,6 bilhões
Vicky Safra é a mulher mais rica do Brasil e uma das herdeiras do império financeiro construído pela família Safra. Viúva de Joseph Safra, que durante anos ocupou o posto de homem mais rico do país, ela aparece no ranking ao lado da família.
A origem da fortuna está no Grupo Safra, um conglomerado financeiro com presença internacional e negócios que vão além do sistema bancário. Em 2026, o patrimônio estimado pela Forbes cresceu R$ 10,1 bilhões em relação ao ano anterior.
3. Jorge Paulo Lemann e família — R$ 103,5 bilhões

Jorge Paulo Lemann construiu uma das trajetórias empresariais mais conhecidas do capitalismo brasileiro. O banqueiro e investidor foi um dos criadores do Garantia e, posteriormente, tornou-se um dos principais nomes por trás da 3G Capital.
A estratégia de aquisições levou Lemann e seus sócios a participações em gigantes globais, entre elas a AB InBev. O empresário também mantém participação na Restaurant Brands International, controladora de redes como Burger King e Tim Hortons.
Sua fortuna aumentou R$ 15,5 bilhões em um ano, um dos maiores ganhos absolutos da edição de 2026.
4. André Esteves — R$ 66,1 bilhões
André Esteves construiu sua fortuna no mercado financeiro e é o principal nome do BTG Pactual, banco que se transformou em uma das maiores instituições financeiras da América Latina.
Depois de iniciar sua carreira no antigo Pactual, Esteves participou da expansão internacional do banco e de sua transformação em uma plataforma diversificada de investimentos, crédito, gestão de recursos e outros serviços financeiros.
Em 2026, sua fortuna cresceu R$ 15,1 bilhões. Segundo a Forbes, o avanço acompanhou o desempenho do BTG, que registrou lucro líquido ajustado recorde em 2025.
5. Fernando Moreira Salles — R$ 50,3 bilhões
Fernando Roberto Moreira Salles faz parte da família controladora do Itaú Unibanco e também tem participação nos negócios ligados à Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM).
A fortuna da família Moreira Salles tem origem no sistema financeiro, mas foi construída ao longo de décadas por meio de uma ampla diversificação de investimentos e ativos empresariais. Em 2026, o patrimônio estimado de Fernando cresceu R$ 10,1 bilhões.
6. Pedro Moreira Salles — R$ 46,6 bilhões
Irmão de Fernando, Pedro Moreira Salles também integra a família que controla uma das maiores instituições financeiras do país. Sua fortuna está associada principalmente à participação da família no Itaú Unibanco e em outros negócios, entre eles a CBMM.
Pedro ocupa uma posição central na história recente do banco, resultado da fusão entre o Itaú e o Unibanco, duas instituições tradicionais do sistema financeiro brasileiro.
Seu patrimônio avançou R$ 8,6 bilhões em relação ao ranking anterior.
7. Max Herrmann Telles — R$ 38,8 bilhões
Max Herrmann Telles integra o grupo de investidores associado a Jorge Paulo Lemann e Carlos Alberto Sicupira, responsáveis pela construção do império empresarial que deu origem à 3G Capital.
Sua fortuna está ligada principalmente aos investimentos do grupo e à participação em empresas globais, especialmente a AB InBev. A trajetória dos sócios ficou marcada pela estratégia de aquisição e gestão de grandes companhias internacionais.
8. Miguel Krigsner — R$ 35,7 bilhões
Miguel Krigsner construiu sua fortuna a partir de uma pequena farmácia de manipulação em Curitiba. Em 1977, fundou O Boticário, empresa que começou com uma loja no centro da capital paranaense e se transformou em um dos maiores grupos de cosméticos do mundo.
Hoje, o Grupo Boticário reúne diversas marcas e opera uma ampla rede de franquias e canais de distribuição. Krigsner é um dos principais exemplos de empresário que construiu uma fortuna fora do eixo tradicional dos bancos, commodities e grandes grupos industriais.
9. Carlos Sicupira e família — R$ 35,4 bilhões
Carlos Alberto Sicupira é outro integrante do núcleo histórico que deu origem à 3G Capital. Ao lado de Lemann e Herrmann Telles, participou da construção do Banco Garantia e, posteriormente, da expansão internacional dos investimentos do grupo.
A fortuna de Sicupira está associada principalmente à participação em empresas como a AB InBev e aos investimentos da 3G. Foi o único integrante do top 10 a perder posições no ranking: caiu da sexta para a nona colocação.
Seu patrimônio recuou R$ 3,7 bilhões em relação a 2025.
10. Ricardo Castellar de Faria — R$ 35,1 bilhões

Ricardo Faria foi uma das grandes surpresas do ranking de 2026. Fundador da Granja Faria, o empresário transformou uma operação do setor de produção de ovos em um grupo com atuação internacional.
Criada em 2006, a empresa se tornou uma das maiores produtoras brasileiras de ovos comerciais, ovos férteis e pintos de um dia. A expansão ganhou velocidade com a internacionalização dos negócios. Por meio da Global Eggs, Faria comprou a americana Hillandale Farms em 2024 e, no ano seguinte, adquiriu o Grupo Hevo, da Espanha.
A expansão dos negócios levou sua fortuna a crescer R$ 15,5 bilhões em um ano. Com alta de cerca de 79%, ele saltou da 21ª para a 10ª posição.
Lista tem 45 nomes a menos do que em 2025
A comparação com a lista de 2025 chama atenção também pelo número de integrantes. O levantamento anterior reunia 300 brasileiros com patrimônio superior a R$ 1 bilhão, enquanto a edição de 2026 passou a listar 255.
Essa redução não significa necessariamente que 45 pessoas tenham simplesmente deixado de ser bilionárias. Mudanças nas estimativas patrimoniais, oscilações de mercado, alterações nas participações acionárias e a própria metodologia de consolidação de fortunas familiares podem afetar a composição do ranking.
A riqueza continua fortemente concentrada no topo. Os dez primeiros, sozinhos, somam aproximadamente R$ 704 bilhões — cerca de 38% de toda a fortuna estimada para os 255 bilionários brasileiros.
Cinco novos bilionários entraram na lista
A edição de 2026 teve cinco estreantes: Luana Lopes Lara, Ari de Sá Cavalcante Neto e família, Rosangela Maggi Schmidt, Carlos Moche Dayan e Salim Dayan. Juntos, os cinco acumulam R$ 25 bilhões.
A mais rica entre os estreantes é Luana Lopes Lara, cofundadora da Kalshi, com patrimônio estimado em R$ 13,4 bilhões. Aos 30 anos, ela também é a mais jovem empresária self-made da lista brasileira.
Ari de Sá Cavalcante Neto e família estrearam com R$ 3,9 bilhões, patrimônio ligado à Arco Educação. Rosangela Maggi Schmidt, acionista da Amaggi, entrou com R$ 3,5 bilhões. Os irmãos Carlos Moche Dayan e Salim Dayan, ligados ao Banco Daycoval, aparecem com R$ 2,1 bilhões cada.
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Autor: Gazeta do Povo








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