quinta-feira, setembro 10, 2026
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Pinhais

O fenômeno da autoajuda salta das livrarias para as urnas

Pablo Marçal foi o fenômeno surpreendente das eleições municipais de 2024 e Augusto Cury está se tornando o das presidenciais de 2026. Qual a semelhança entre ambos, se é que existe?

Se o sucesso de Marçal parecia se explicar pela orfandade (principalmente retórica) deixada no bolsonarismo, o crescimento das intenções de voto em Cury não permite o simplismo dessa explicação e revela algo que explica melhor ambos os candidatos. E não se trata da costumeira anomalia eleitoral, que entretém com candidaturas bizarras.

Ainda que sejam parte da continuidade do ciclo de outsiders competitivos surgidos na esteira de Jair Bolsonaro, parecem ser mais um sintoma de um país institucionalmente em estado terminal e exausto emocionalmente.

O que explica a preferência por ambos talvez tenha mais a ver com a cultura da autoajuda que, há mais de um século, ocupou um espaço que antes a religião, a escola e a família ocupavam: fornecer um manual prático de sobrevivência existencial.