quarta-feira, setembro 9, 2026
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O que diz a crítica sobre Minha Melhor Amiga, filme com Ingrid Guimarães

Há uma espécie de familiaridade no sucesso de Minha Melhor Amiga. Ingrid Guimarães e Mônica Martelli não chegam às salas de cinema como duas atrizes que precisam convencer o público de quem são. Ao contrário: levam para a tela uma amizade que já existe fora dela, uma longa experiência em comédias e personagens construídos a partir de questões bastante reconhecíveis para uma parcela do público feminino. O resultado parece ter encontrado rapidamente seu espectador.

Lançado em 3 de setembro, o filme dirigido por Susana Garcia teve a melhor estreia de um longa brasileiro em 2026. Entre quinta e domingo, foram 461,8 mil espectadores e R$ 11,4 milhões de arrecadação, segundo dados da Rentrak divulgados pelo Valor Econômico. O desempenho foi suficiente para tirar Homem-Aranha: Um Novo Dia da liderança do fim de semana, depois de cinco semanas no topo.

O feriado de 7 de setembro ampliou ainda mais o fenômeno. Segundo O Globo, Minha Melhor Amiga ultrapassou 700 mil espectadores e acumulou R$ 17,3 milhões em menos de uma semana em cartaz. Com isso, tornou-se o filme brasileiro mais visto de 2026 até o momento. O número é especialmente significativo porque a produção já demonstra uma capacidade de mobilizar público que poucos lançamentos brasileiros conseguem alcançar.

Desgastes e frustrações

Clara, interpretada por Ingrid, e Júlia, vivida por Mônica, são amigas há muitos anos e passaram dos 50. As duas atravessam momentos de insatisfação: Clara enfrenta o desgaste de um casamento de duas décadas, enquanto Júlia lida com frustrações profissionais e evita relacionamentos mais sérios. Quando as filhas adolescentes viajam para a Europa para estudar, elas aproveitam a oportunidade para também embarcar numa aventura por Portugal e Espanha.