Bangkok (Tailândia)
|AFP
“É impressionante para mim que os brinquedos que compro para meus filhos sejam mais regulamentados do que a superinteligência literal com a qual trabalho no meu emprego”, disse nesta sexta-feira (16) Jack Clark, cofundador da Anthropic, durante um evento nas reuniões anuais do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial, em Bangkok, na Tailândia.
Clark voltou a defender a regulamentação da inteligência artificial e afirmou que permitir que empresas continuem operando sem leis rigorosas equivale a deixar um carro de corrida solto nas ruas à noite e sem freios.

Empresa defende intervenção dos governos e já propôs coordenação internacional para desacelerar o setor
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Carlos Barria – 15.out.26/Reuters
Ele disse que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cuja administração defende que o próprio setor estabeleça suas regras, é contrário à ideia de regulamentação, enquanto a China não é.
“Para mim, é como a Fórmula 1 à noite, talvez sem freios nos carros”, afirmou.
Segundo Clark, a falta de clareza sobre a disposição de regulamentar o setor significa que “o carro de Fórmula 1 está rugindo por aí, e ninguém parece querer instalar uma barreira de proteção”.
Em uma cúpula do setor realizada em Dublin na quarta-feira (14), os debates foram dominados por apelos para que a segurança seja prioridade no desenvolvimento de tecnologias poderosas de inteligência artificial.
As preocupações com mecanismos de proteção para a IA aumentaram depois que modelos desenvolvidos pela OpenAI e pela Anthropic se envolveram em incidentes de segurança durante testes, ampliando a pressão pela regulamentação da tecnologia.
Um relatório recente da Anthropic sugeriu que modelos pequenos de IA podem estar a apenas alguns meses de apresentar um comportamento semelhante ao de worms —programas maliciosos capazes de se copiar de um dispositivo conectado à internet para outro.
A Anthropic está entre as empresas que defendem a intervenção dos governos e chegou a sugerir uma coordenação internacional para desacelerar todo o setor, incluindo os concorrentes chineses.
Até agora, essa iniciativa não se concretizou. As empresas continuam envolvidas em uma corrida altamente competitiva para atrair o máximo possível de investimentos.
Autor: Folha








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