O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), tenta encontrar uma solução para a decisão da Gerdau de encerrar a produção de aço em Divinópolis (MG). Nesta quarta-feira (4), ele se reuniu com políticos e executivos para discutir o tema.
Estiveram na reunião o diretor global de relações institucionais e o gerente de relações institucionais da empresa, Pedro Torres e Leonardo Conde. O encontro contou também com a participação da prefeita de Divinópolis, Janete Aparecida (Avante) e o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Igor Cardoso.
O encontro foi articulado pelas deputadas federais eleitas Lohanna (PV-MG) e Ana Elisa (PT-MG), que também participaram. Segundo a prefeitura, o grupo falou dos impactos econômicos da decisão para “sensibilizar o Governo Federal sobre a gravidade da situação”.
“A Gerdau faz parte da história de Divinópolis e tem uma importância enorme para a nossa economia e para milhares de famílias. Não podemos medir esforços diante de uma situação tão grave. Estamos buscando apoio em todas as esferas para defender nossos trabalhadores, fortalecer nossa indústria e construir alternativas que reduzam os impactos dessa decisão. Divinópolis não está de braços cruzados”, disse Janete
Em um vídeo, Ana Elisa disse que a empresa, na verdade, estaria “em hibernação” e que há possibilidade de retorno. A parlamentar ainda pediu que não haja tentativas de ir à porta da fábrica para “ridicularizar aqueles funcionários” ou tentativas de procurar culpados.
“Não adianta nós virmos nas redes sociais e debochar, tripudiar. Porque enquanto nós estamos tripudiando, tem pessoas sofrendo de verdade, pessoas sofrendo mesmo com esses impactos. É vida real, aqui é vida real. Política é para quem liga para vida real. É lindo ser oposição, é lindo falar mal do governo. Não quando tem gente desempregada”, completou.
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Empresa alega otimização e prefeitura calcula impacto
Segundo o comunicado da empresa, a decisão foi motivada pela ausência da oferta de minério de ferro a preços vantajosos, o que teria pressionado os custos de produção, além de um balanço desfavorável de importações e exportações.
A empresa informou ainda que a decisão integra a estratégia de otimização das operações no Brasil. A ideia seria concentrar a produção em ativos mais competitivos, para que o caixa se mantenha sustentável.
De acordo com a Prefeitura de Divinópolis, a medida impacta cerca de mil funcionários próprios ou terceirizados, o que corresponde a 7,4% da força de trabalho industrial do município. A Gerdau planeja transferir parte deste contingente para outras unidades, além de oferecer cursos para apoiar o encontro de um novo emprego.
Além dos postos de trabalho, há a repercussão indireta. A Prefeitura estima que a unidade representa cerca de 15% do repasse de ICMS. Além disso, há cerca de 2 mil empresas no entorno, a maior parte (93%) microempresas.
Para tentar lidar com os impactos, o Executivo municipal preparou um evento para reunir empresas que querem contratar e pessoas que precisa de um emprego, o que chamou de “Feira da Empregabilidade”.
Janete reconheceu a gravidade da decisão. Ela afirmou que a prioridade do Executivo é apoiar as pessoas impactadas.
“Divinópolis tem uma economia diversificada, mas isso não reduz a gravidade deste momento. Vamos intensificar as conversas com o setor produtivo e fazer tudo o que está ao alcance do Município, sem promessas que não dependem de nós”, completou.
Autor: Gazeta do Povo








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