
A franquia japonesa Godzilla volta aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (5) com Godzilla Minus Zero, sequência do filme de 2023 que conquistou o Oscar de melhores efeitos visuais e se tornou um fenômeno internacional de bilheteria. Novamente escrito e dirigido por Takashi Yamazaki, o longa amplia a escala das batalhas entre monstros, mas mantém o drama humano como um dos elementos centrais da narrativa.
A produção se passa em 1949, dois anos depois dos acontecimentos de Godzilla Minus One. A história acompanha novamente Kōichi Shikishima (Ryunosuke Kamiki), Noriko (Minami Hamabe) e a filha adotiva do casal, Akiko (Sae Nagatani). Desta vez, a ameaça não se limita ao retorno de Godzilla: o Japão precisa enfrentar King Ghidorah, um dos adversários mais conhecidos da franquia.
A recepção inicial da crítica internacional é bastante positiva. Antes da estreia, o filme registrava 92% de aprovação no Rotten Tomatoes, com base em 53 avaliações. O índice havia chegado a 93% após a première no Festival de Cinema de Nova York, em setembro.
O principal consenso entre os veículos especializados é que Yamazaki conseguiu preservar a identidade de Minus One enquanto aumentou a dimensão do espetáculo. A revista Variety considera as batalhas entre Godzilla e King Ghidorah momentos de grandiosidade visual, comparando as criaturas a figuras quase mitológicas. O veículo também elogia a capacidade do diretor de transformar cenas de destruição em composições visuais de grande impacto.
O site Deadline segue uma linha semelhante. Para o crítico Pete Hammond, a produção consegue ampliar a escala das sequências de ação sem perder o componente emocional. Ele também destaca o trabalho dos efeitos visuais, realizado por uma equipe relativamente pequena em comparação com as grandes produções de Hollywood. A possibilidade de uma nova indicação ao Oscar aparece como uma aposta.
O drama humano aparece entre os pontos positivos. As críticas ressaltam a continuidade da história da família Shikishima e a maneira como o filme aborda os traumas da Segunda Guerra Mundial. O jornal inglês The Guardian destaca especialmente os comentários sobre a relação entre humanidade, tecnologia e forças da natureza. A produção também recupera questões históricas relacionadas ao período nuclear, elemento que acompanha a franquia desde sua origem, em 1954.
As ressalvas, entretanto, indicam que a sequência não consegue repetir integralmente o equilíbrio do primeiro filme. O Guardian considera que o relacionamento entre Kōichi e Noriko perdeu parte da força emocional e que a dinâmica familiar parece pouco desenvolvida. A publicação também aponta que algumas situações dramáticas não provocam o envolvimento esperado.
A Variety identifica problemas pontuais no desenvolvimento da trama, especialmente na história envolvendo o professor Murakami. Já o Guardian observa que determinados elementos de terror corporal poderiam ter sido mais explorados.
No conjunto, Godzilla Minus Zero chega ao Brasil com uma recepção internacional favorável, especialmente pelo espetáculo visual e pela ambição de sua narrativa. As críticas menos entusiasmadas apontam justamente para o desafio de uma sequência: ampliar a escala da produção sem perder a força dramática que transformou o antecessor em um dos filmes japoneses mais celebrados dos últimos anos.
Autor: Gazeta do Povo








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