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Veja dicas de como parar de fumar – 14/04/2026 – Equilíbrio e Saúde

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“É mais fácil largar do vício em crack do que do cigarro”, escreveu Drauzio Varella em sua coluna publicadana Folha, em 2023.

Impactante, não é mesmo? No caso do cigarro, o consumo muitas vezes está ligado ao alívio da tensão do dia a dia. Com o tempo, se associa à rotina (depois do café, ao beber álcool e por aí vai).

A grande vilã, a nicotina, presente nos produtos de tabaco, atua diretamente no sistema nervoso central, provocando sensações de bem-estar e maior estado de alerta. Por isso, o fumante associa o cigarro a momentos de concentração e até de relaxamento.

A dependência de nicotina, inclusive, é considerada uma doença classificada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como um transtorno mental e de comportamento.

Precisa de um empurrão? A OMS listou mais de 100 razões para largar o cigarro. Entre elas, estão os impactos do tabaco na aparência, a redução do fôlego e a relação com mais de 20 tipos de câncer.

Então, como parar? Para aprofundar o tema, conversei com dois médicos, Lucas Vilela, clínico geral do Hospital M’Boi Mirim, gerido pelo Hospital Israelita Albert Einstein, e Gustavo Prado, pneumologista da Rede D’Or.

Vamos às dicas? Elas são úteis tanto para quem começou recentemente quanto para quem fuma há anos. “Mesmo quem fuma poucos cigarros por dia já apresenta um aumento no risco de infarto e morte”, diz Vilela.

O pneumologista Gustavo Prado divide as estratégias em dois grupos: não farmacológicas e farmacológicas. Vamos a elas:

Estratégias não farmacológicas. São aquelas que não envolvem o uso de medicamentos. Incluem preparação, orientação e o desenvolvimento de formas de lidar com a vontade de fumar.

O primeiro passo é identificar situações que despertam o desejo pelo cigarro, para então criar alternativas.

Por exemplo: se você costuma fumar após o café, vale substituir a bebida ou até mudar o ambiente em que a consome.

O estilo de vida também faz diferença: praticar atividades físicas, ajustar a alimentação e reduzir o consumo de álcool, um gatilho frequente, podem ajudar no processo.

Há ainda o apoio de aplicativos, que podem reforçar a motivação ao mostrar, por exemplo, o dinheiro economizado e os cigarros evitados. Entre as opções disponíveis estão QuitNow e Smoke Free.

Mas esses recursos digitais funcionam melhor como complemento. “Ajudam no dia a dia, mas não substituem os tratamentos mais eficazes, como a farmacoterapia e o aconselhamento estruturado”, diz o clínico geral Lucas Vilela.

Estratégias farmacológicas. Entram aqui os medicamentos, como comprimidos, caso da bupropiona e da vareniclina, e também terapias de reposição de nicotina, como adesivos, gomas de mascar e pastilhas.

“O tratamento funciona muito melhor quando se associa medicação com acompanhamento comportamental. O remédio ajuda a reduzir os sintomas de abstinência, enquanto o suporte ajuda a pessoa a lidar com hábitos e gatilhos do dia a dia”, explica Vilela.

Mais dicas:

Vilela cita outras ações que podem ajudar:

  • Avisar amigos e familiares, buscar grupos de apoio ou até recorrer a serviços como o Disque Saúde (136);
  • Substituir o cigarro por pequenas ações, como mascar algo, caminhar ou usar técnicas de respiração, ajudam a lidar com a vontade, que geralmente passa em poucos minutos.

Para de vez ou aos poucos? Bem, depende. A escolha deve ser baseada no que for mais confortável para cada pessoa.

“No longo prazo, uma estratégia não é superior à outra, então essa decisão pode ser individualizada”, afirma Prado.

Tive uma recaída, e agora? Primeiro, é importante entender: recaídas fazem parte do processo. “Há dois grupos: os que têm lapsos e recaídas e os que dizem que não têm. A dependência de nicotina é difícil de tratar, então recaídas acontecem”, diz Prado.

Teve recaída? Recomece. Não interrompa o tratamento por um deslize. “Identificar o que levou ao retorno, como estresse, álcool ou situações específicas, ajuda a ajustar a estratégia na próxima tentativa”, afirma Vilela.

Anota aí: O SUS oferece tratamento para parar de fumar por meio do Programa Nacional de Controle do Tabagismo. Pode ser acessado em unidades básicas de saúde em todo o país.


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Autor: Folha

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