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Prefeito de NY garante ingressos da Copa do Mundo a R$ 250 – 22/05/2026 – Esporte

Zohran Mamdani, prefeito da cidade de Nova York, conseguiu uma rara concessão da Fifa, a entidade máxima do futebol mundial, ao negociar a comercialização de 1.000 ingressos para jogos da Copa do Mundo a US$ 50 (R$ 250).

Os moradores da cidade de Nova York poderão concorrer às entradas por meio de um sorteio, na esteira de uma negociação entre Mamdani e Gianni Infantino, presidente da Fifa.

Os 1.000 ingressos serão divididos entre os jogos disputados no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey, incluindo cinco partidas da fase de grupos, uma da fase de 32 avos de final e uma das oitavas de final, mas não a final, em 19 de julho. Este é o único programa de acesso municipal anunciado até agora para o torneio, que será sediado nos Estados Unidos, no Canadá e no México de 11 de junho a 19 de julho.

Os ingressos de US$ 50 são os mais baratos disponíveis para compra no mercado primário de ingressos da Copa do Mundo. Os compradores também receberão transporte de ônibus de ida e volta gratuito para assistir ao evento.

Os ingressos estarão disponíveis apenas para moradores da cidade de Nova York, atendendo à reivindicação da campanha de Mamdani para que os residentes locais tivessem maior acesso ao torneio da Fifa.

“Uma Copa do Mundo está chegando ao nosso quintal, e queremos garantir que os nova-iorquinos da classe trabalhadora tenham a oportunidade de fazer parte dela”, disse Mamdani em comunicado.

“Nos reunimos com o comitê organizador para garantir que este torneio pertença às pessoas que fazem desta cidade o que ela é. Hoje, garantimos que 1.000 nova-iorquinos terão acesso a esses lugares por US$ 50 e transporte de ônibus gratuito. Tenho orgulho de que a cidade de Nova York esteja liderando o caminho.”

A janela para participar do sorteio será aberta às 10h (horário do leste dos EUA) na segunda-feira (25) e fechará em 30 de maio à meia-noite. Até 50 mil nova-iorquinos por dia poderão se inscrever, e as pessoas podem participar apenas uma vez por dia. Os candidatos selecionados serão informados em 3 de junho e poderão comprar até dois ingressos cada.

Segundo pessoas com conhecimento direto das negociações, Mamdani levantou a questão diretamente com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, durante uma reunião em Manhattan, em março —reunião na qual Mamdani, torcedor do Arsenal, também foi apresentado por FaceTime a Arsène Wenger, ex-técnico do Arsenal e atual chefe de desenvolvimento global da Fifa.

Várias pessoas familiarizadas com as negociações disseram que a Fifa inicialmente relutou em concordar com a ideia. Isso apesar de o ônus financeiro ser assumido pelo comitê organizador conjunto de Nova York e Nova Jersey, uma organização sem fins lucrativos que recuperará o prejuízo por meio de parcerias e patrocinadores locais, e cuja liderança se mostrou confortável com o acordo.

A iniciativa não terá custo direto para os contribuintes da cidade de Nova York, de acordo com pessoas familiarizadas com as conversas.

A hesitação da Fifa deveu-se, em parte, ao receio de criar um precedente que permitisse a políticos ou outras partes interessadas locais criar seus próprios mercados de revenda, que ou prejudicariam a Fifa —caso os preços fossem mais baixos que os da própria entidade— ou se beneficiariam da revenda de uma forma que os acordos da organização não permitem. Assim, foi necessária uma negociação para garantir uma isenção.

Em sua campanha para prefeito, Mamdani pediu que a Fifa abandonasse seu modelo de preços dinâmicos para a Copa do Mundo, limitasse a revenda de ingressos e reservasse 15% dos ingressos com desconto para moradores locais. A Fifa não fez nenhuma dessas coisas.

No entanto, segundo testemunhas dessas negociações, ele estava determinado a conseguir algum avança da Fifa e queria oferecer pelo menos alguns ingressos acessíveis aos nova-iorquinos.

As negociações quase fracassaram durante a polêmica sobre os custos de transporte na região para os portadores de ingressos da Copa do Mundo, quando os preços foram apresentados no mês passado. Não só os preços da NJ Transit (organização responsável pelo transporte público em Nova Jersey) eram de US$ 150 (R$ 751), como o serviço de ônibus circular promovido pelo comitê organizador custava US$ 80 (R$ 400).

Os preços das passagens de ônibus diminuíram, em grande parte devido à persistência do CEO do comitê organizador, Alex Lasry, que contou com o apoio de Mamdani e da governadora de Nova York, Kathy Hochul.

Autor: Folha

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