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Japão e Suécia duelam para definir adversário do Brasil – 24/06/2026 – Esporte

Com a seleção brasileira classificada à segunda fase da Copa do Mundo, as atenções se voltam agora para os duelos do grupo F, que vão definir o próximo adversário do time comandado por Carlo Ancelotti no caminho rumo ao hexacampeonato.

Primeiro de seu grupo, o Brasil vai encarar na primeira partida do mata-mata a seleção que ficar na segunda colocação no grupo F. Após duas rodadas, a Holanda lidera com 4 pontos –empate em 2 a 2 com o Japão e vitória por 5 a 1 contra a Suécia.

O Japão, por sua vez, venceu a Tunísia por 4 a 0 e também tem 4 pontos, mas fica atrás da Holanda por ter marcado um gol a menos, enquanto a Suécia tem 3, pela vitória por 5 a 1 contra os tunisianos —o time africano já está desclassificado.

Os dois jogos da rodada decisiva do grupo F acontecem nesta quinta-feira (25), a partir das 20h (de Brasília), com suecos e japoneses duelando no AT&T Stadium, em Dallas, e holandeses e tunisianos no Arrowhead, em Kansas City.

Caso os japoneses igualem o número de pontos e gols dos holandeses (exemplo, vitória de 1 a 0 no jogo da Holanda e de 2 a 1 no jogo dos asiáticos), o primeiro lugar será decidido pelo confronto direto.

Com o empate de Holanda e Japão por 2 a 2 na primeira rodada, a liderança do grupo iria para os japoneses pelo critério do “fair play”, menos cartões amarelos. No duelo entre eles, os nipônicos não tomaram nenhum cartão, enquanto os europeus foram amarelados com Summerville, Memphis Depay e Van de Ven.

Com a Tunísia sem mais pretensões no Mundial, é provável que a Holanda vença seu confronto com alguma facilidade, restando a Japão e Suécia brigar para ver quem fica em segundo e terceiro em seu grupo.

Para o jogo decisivo, a Suécia aposta todas as suas fichas na dupla de ataque de milhões formada por Viktor Gyökeres —que deixou o Sporting rumo ao Arsenal na temporada passada por € 67 milhões (R$ 396 milhões)— e por Alexander Isak, que foi comprado pelo Liverpool após se destacar no Newcastle por € 145 milhões (R$ 857 milhões).

Com apenas 4 gols em sua temporada de estreia pelo Liverpool, Isak marcou uma vez e deu duas assistências na goleada contra a Tunísia, enquanto Gyökeres —que balançou as redes 21 vezes pelo Arsenal— marcou um gol e deu uma assistência.

Contra a Holanda, porém, a dupla passou em branco.

Pelo Japão, os destaques na Copa até aqui têm sido o atacante Ayase Ueda, do Feyenoord, da Holanda, e o meia Daichi Kamada, do Crystal Palace, da Premier League inglesa, cada um com dois gols na competição.

O time dirigido pelo técnico Hajime Moriyasu tem chamado a atenção pela disposição física ao longo de todas as partidas, mesmo sob o forte calor do verão americano, com pressão alta e velocidade pelos lados do campo.

No caso da Holanda, três jogadores que também atuam na Premier Lealgue chegam à partida contra a Tunísia com dois gols cada no Mundial —os atacante Brian Brobbey, do Sunderland, e Cody Gakpo, do Liverpool, que marcaram contra a Suécia, e Crys Summerville, do West Ham, que marcou contra o Japão e contra os suecos.

Artilheiro histórico do time laranja, o meia-atacante Memphis Depay, do Corinthians, ainda em processo de recuperação de uma lesão, tem sido opção do técnico Ronald Koeman no banco de reservas, entrando apenas no decorrer dos jogos.

Confrontos históricos nas Copas do Mundo

Os possíveis adversários do grupo F tem um longo histórico de confrontos contra a seleção brasileira em Copas do Mundo.

A Suécia é a seleção que o Brasil mais enfrentou na história do torneio. São sete duelos até aqui, com cinco vitórias brasileiras e dois empates.

A primeira vez foi no Mundial de 1938, na França, quando as duas equipes duelaram pelo terceiro lugar, depois de o Brasil ser eliminado pela Itália e a Suécia pela Hungria. Com dois gols de Leônidas da Silva, a seleção brasileira venceu por 4 a 2.

Elas voltaram a se enfrentar no Mundial de 1950, no Brasil, quando o país anfitrião fez 7 a 1 no quadrangular final, e na decisão em 1958, na Suécia, vencida pelos visitantes por 5 a 2.

Na Copa de 1978, na Argentina, ficaram em um empate em 1 a 1, e na de 1990, na Itália, o Brasil venceu por 2 a 1, com dois gols de Careca, ambos em duelos pela fase de grupos.

Os últimos dois confrontos aconteceram na campanha do tetracampeonato, em 1994, também nos Estados Unidos, primeiro com um empate por 1 a 1, pela fase de grupos, e depois com uma vitória por 1 a 0, pelas semifinais, gol de Romário.

Já a Holanda é a segunda seleção que o Brasil mais enfrentou na história dos Mundiais, empatada com Itália, Espanha, México e a extinta Tchecoslováquia, com cinco jogos cada.

O primeiro confronto foi em 1974, na Alemanha Ocidental, válido pela segunda fase de grupos. A Holanda venceu por 2 a 0, com um dos gols marcado por Johan Cruyff.

As duas seleções voltaram a se encontrar em 1994, em duelo pelas quartas de final vencido pelo Brasil por 3 a 2, marcado por golaço de falta de Branco, e em 1998, pelas semifinais, que o time dirigido por Zagallo venceu na disputa de pênaltis.

Houve mais um confronto em 2010, também pelas quartas de final, em que a Holanda levou a melhor por 2 a 1, e em 2014, na disputa pelo terceiro lugar, que os holandeses levaram por 3 a 0.

No caso do Japão, houve apenas um confronto contra o Brasil na Copa, em 2006, na Alemanha, pela fase de grupos, vencida pela seleção brasileira por 4 a 1. Os gols do time comandado por Carlos Alberto Parreira foram marcados por Ronaldo (duas vezes), Juninho Pernambucano e Gilberto.

A seleção brasileira tem um retrospecto amplamente favorável contra os japoneses. Em 14 jogos, o Brasil venceu 11, empatou 2 perdeu só um. A única derrota, contudo, foi no último encontro, em amistoso em outubro de 2025, em Tóquio, vencido pelo time asiático por 3 a 2.

Autor: Folha

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