Depois de chegar na Copa do Mundo como uma das principais favoritas, a seleção da Espanha passou aos poucos a ser vista com menos expectativas.
Nesta quinta-feira (2), em Los Angeles, a Fúria enfrenta a Áustria em sua estreia no mata-mata do Mundial após oscilações na fase de grupos, apesar do primeiro lugar.
Atual campeã da Eurocopa, passando por França na semifinal e Inglaterra na decisão, em 2024, a Espanha tem nesta Copa um decepcionante empate em 0 a 0 com Cabo Verde —para alegria de Vozinha—, uma goleada empolgante contra a Arábia Saudita (4 a 0) e uma vitória burocrática diante do Uruguai (1 a 0).
Apesar disso, o astro teen Lamine Yamal não concorda com quem aponta os franceses ou qualquer outra seleção como favorita. “A França, por exemplo, não é melhor que a Espanha. Eles não ganharam da gente [na Eurocopa], não podem ser melhores”, comentou em entrevista ao programa espanhol El Partidazo, da rádio Cope.
Para o jovem atacante do Barcelona, a Copa começa agora, e não há seleções favoritas.
A repercussão da declaração de Yamal foi mais rápida do que as arrancadas do atacante e outros jogadores do elenco tiveram que explicar a opinião do jovem.
“É normal que ele diga isso, todos nós pensamos assim. Para nós, somos os melhores do mundo, somos os campeões europeus. É muito difícil nos vencer, todos querem ganhar da gente, e isso é bom também”, disse Álex Baena, atacante do Atlético de Madri.
Contratado pelo Real Madrid durante o Mundial, o lateral Cucurella também normalizou a situação.
“Quando jogamos bem, todos falam bem da gente. Quando não estamos no nosso nível habitual, entendemos. Sabemos o que temos que fazer. Eu prefiro jogar mal e passar do que jogar espetacularmente e perder. O mais importante é classificar.”
O confronto com a Áustria também pode ser o primeiro com Yamal jogando os 90 minutos após chegar aos EUA ainda lidando com uma contusão. O atacante de 18 anos fez um gol na Copa, diante da Arábia Saudita.
E não são apenas os espanhóis que acreditam no próprio favoritismo. O técnico Ralf Rangnick, da Áustria, também. “Não poderíamos ser mais azarões do que somos neste jogo. Provavelmente perderíamos sete, oito ou até nove partidas em dez contra a Espanha. Temos que garantir que esta não seja a décima”, comentou na véspera do confronto.
A seleção austríaca esteve praticamente fora da Copa na primeira fase, ao sofrer o gol já nos acréscimos contra a Argélia, que daria a vitória ao rival, por 3 a 2. No entanto, um gol salvador de Kalajdzic, quase no último lance da partida, empatou o jogo e deu a vaga aos austríacos.
“Nos últimos 40 anos como treinador, não me lembro de uma partida com tanta emoção. Acho que não veremos nada parecido por muitos anos. É simplesmente inacreditável”, disse o treinador, que completou 68 anos dois dias depois da partida.
Capitão do time, Alaba acredita em outro bom resultado, apesar da força do rival: “Sabemos que tipo de equipe vamos enfrentar. Conhecemos nossas qualidades, nossos pontos fortes. Se os colocarmos em campo, podemos enfrentar uma equipe como a deles e talvez até vencê-los”.
Autor: Folha








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