quarta-feira, julho 8, 2026
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Como a crítica avalia Moana, que estreia nos cinemas

A chegada de Moana aos cinemas reacende um debate frequente na indústria cinematográfica: o papel e o propósito dos live-actions (uso de atores reais) baseados em animações consagradas. Apenas uma década após o sucesso do original, o diretor Thomas Kail assume o desafio de transpor a jornada da jovem navegadora para o mundo real. O resultado, longe de ser uma unanimidade, revela um filme que se sustenta na força de seu elenco e na beleza de sua execução visual, mesmo sob a sombra de questionamentos sobre sua própria existência.

Uma jornada que transcende a necessidade do formato

A recepção crítica sobre a existência do filme é, em grande parte, atravessada pelo ceticismo. Para o crítico Peter Bradshaw, do jornal inglês The Guardian, a obra é, em essência, “competente”. O crítico argumenta que o projeto se revela uma peça de conteúdo monetizável, que gera a sensação de um filme já visto. Em contrapartida, David Rooney, do The Hollywood Reporter, pondera que, em seus melhores momentos, o remake permite um novo brilho a materiais amados.

Owen Gleiberman, da revista Variety, vai além e posiciona o longa como uma exceção positiva nesse cenário. Para ele, embora o gênero dos live-actions seja, por definição, “existencialmente medíocre”, Moana consegue a proeza de soar como uma experiência válida. Para o crítico, se o filme fosse apresentado a uma criança que nunca viu a animação, o resultado seria impecável, entregando o encanto e a personalidade cômica que a história exige.

Atuações: O coração da história

Se há um ponto de convergência entre os analistas, é o carisma da dupla protagonista. Catherine Laga’aia, na estreia que marca sua carreira, é amplamente celebrada. Para Rooney, a novata traz uma força necessária para a princesa da Disney que dispensa um príncipe para definir seu destino, enquanto Gleiberman destaca que a voz da atriz “ressoa como um sino” e que sua expressividade é fundamental para transportar o público para a imaginação da heroína.