segunda-feira, julho 20, 2026
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Pinhais

Aventuras de um cronista caipira na cidade de São Paulo

1. No princípio foi a queda. Desembarquei em São Paulo às 5 da manhã, no Terminal da Barra Funda, levando duas malas. Resolvi ir a pé e rezando até a casa da minha tia, a dois quarteirões. No entanto, a garoa da madrugada tinha deixado as calçadas úmidas. Escorreguei e levei um baita tombo, caindo de joelhos e cotovelos no chão frio da Pauliceia. Foi uma queda em câmera lenta; tive tempo suficiente para pensar “Cristo está comigo” e achar graça da cena. Uma moça que passava na outra calçada e perguntou:

— Você está bem, moço?

— Obrigado pelo “moço”. Sim, estou bem. Só ralei o joelho.

Sorri e lhe mostrei o terço. Ela também sorriu.