O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou um recurso e manteve a condenação criminal do vereador Rafael Tavares (PL), de Campo Grande (MS), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, decisão que poderá torná-lo inelegível e impedir sua candidatura à Câmara dos Deputados em 2026.
Rafael Tavares havia sido o político bolsonarista mais votado nas últimas eleições em Mato Grosso do Sul. A decisão de Moraes rejeitou um dos últimos recursos apresentados pela defesa e praticamente encerrou a discussão do caso na esfera dos tribunais superiores.
O parlamentar foi condenado por “crime de ódio” em razão de uma publicação feita nas redes sociais durante a campanha de 2018, quando ele ainda não ocupava cargo eletivo e atuava como ativista político.
A defesa sustentou durante todo o processo que a publicação tinha caráter irônico e buscava satirizar as acusações dirigidas aos apoiadores de Bolsonaro no contexto da polarização política daquele período, tese que acabou sendo rejeitada pelo Judiciário.
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Com a manutenção da condenação e caso a inelegibilidade seja reconhecida pela Justiça Eleitoral por causa da Lei da Ficha Limpa, o conservador ficará impedido de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados em 2026.
Veja o comentário irônico de 2018 que motivou a condenação de Rafael Tavares:
“Não vejo a hora do Bolsonaro vencer as eleições e eu comprar meu pedaço de caibro para começar meus ataques. Ontem nas ruas de todo o país vi muitas famílias, mulheres e crianças destilando seus ódios pela rua, todos sedentos por um apenas um pedacinho de caibro pra começar a limpeza étnica que tanto sonhamos! Já montamos um grupo no whatsapp e vamos perseguir os gays, os negros, os japoneses, os índios e não vai sobrar ninguém. Estou até pensando em deixar meu bigode igual do hitler. Seu candidato coroné não vai marcar dois dígitos nas urnas, vc já pensou no seu textão do face pra justificar seu apoio aos corruptos no segundo turno?”.




















