quarta-feira, outubro 7, 2026
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Agenda econômica de Flávio Bolsonaro ganha força com novo Congresso

O desempenho de Flávio Bolsonaro no primeiro turno das eleições de 2026, somado à vitória expressiva de parlamentares de direita, desenha um novo horizonte para a economia brasileira. Com a maior bancada da Câmara e força no Senado, o candidato do PL ganha tração para implementar uma agenda liberal que foca no corte de gastos públicos, desestatização e revisão da reforma tributária.

Quais são as principais metas do plano econômico de Flávio Bolsonaro?

O plano de governo busca elevar o crescimento do Brasil de 2% para 4% ao ano até 2030. Para alcançar esse objetivo, a estratégia foca no chamado ‘enxugamento’ do Estado, que consiste em reduzir o tamanho da máquina pública para sobrar mais dinheiro para investimentos. Isso inclui a extinção de pelo menos dez ministérios e o corte de cargos comissionados, que são aqueles preenchidos por indicação política. Além disso, o candidato defende o controle rígido sobre os gastos dos Três Poderes e a eliminação de privilégios salariais no funcionalismo federal, visando o equilíbrio das contas.

Como a nova composição do Congresso Nacional facilita essas mudanças?

A eleição de 2026 consolidou o PL como a maior força na Câmara, com 121 deputados, além de criar uma ‘onda à direita’ no Senado. Essa configuração é fundamental porque muitas mudanças econômicas dependem de votações legislativas. Enquanto leis comuns exigem apenas metade dos votos, alterações na Constituição precisam de três quintos do apoio de deputados e senadores. Com uma base que pode chegar a quase metade das cadeiras do Senado, as barreiras ideológicas que antes travavam projetos de privatização e reformas liberais diminuíram, facilitando a formação de alianças com partidos de centro.

O que o plano prevê para as empresas estatais e para o setor produtivo?

O candidato pretende reativar o Programa Nacional de Desestatização, que é o processo de vender empresas públicas para a iniciativa privada. O plano também reforça a Lei das Estatais para impedir que cargos técnicos sejam usados em negociações políticas, exigindo contratações por regras de mercado. No campo tributário, a ideia é revisar a reforma atual para evitar impostos muito altos sobre o consumo e eliminar exceções criadas por grupos de pressão. Também há propostas para reduzir os encargos sobre o salário de jovens e idosos, facilitando a contratação desses trabalhadores pelas empresas.